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Parte de presos em protestos na China é menor de 18 anos

Durante quatro meses de manifestações, foi registrada uma escalada de violência, com manifestantes acusando polícia e vice-versa

Zezé de Lima, Band Mais

11h55 - 11/10/2019

Atualizado há 5 meses

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Quase um terço dos manifestantes detidos em Hong Kong durante os protestos que ocorrem na cidade há quatro meses tem menos de 18 anos, informou o Departamento de Segurança do Governo.

O secretário-chefe da Administração, Matthew Cheung, disse na quinta-feira (10) à noite, em entrevista, que dos 2.379 detidos, desde junho, 750 tinham menos de 18 anos e 104 tinham menos de 16 anos.

Cheung avaliou esses dados como “chocantes” e “sombrios”, e pediu aos pais e professores que apelem aos jovens “para que não participem de nenhum ato ilegal ou violento” e fiquem “longe dos cordões policiais”, de forma a evitar “situações perigosas”.

O secretário acrescentou que o governo de Hong Kong não tenta erradicar os protestos na cidade com a aprovação, na semana passada, de uma lei controversa que proíbe o uso de máscaras em manifestações.

“Nós nunca reprimimos os protestos em si. Nós reprimimos apenas a violência. Os protestos, se forem legais e pacíficos, fazem parte dos nossos valores”, afirmou.

Cheung disse que é preciso tempo para avaliar a eficácia da nova lei de emergência, que ele descreveu como “necessária” para a polícia “lidar com a ilegalidade”.

Autoridades de Hong Kong apresentaram aos jornalistas dados sobre os danos e a destruição causados pelos manifestantes mais violentos. De acordo com os números, eles destruíram um quinto dos semáforos da cidade, desmantelaram cerca de 42 quilômetros de valas localizadas na borda das estradas e levantaram cerca de 2.600 metros quadrados de calçadas.

Ao final da noite, a polícia de Hong Kong informou que daria “prioridade” à denúncia feita por uma estudante da Universidade da China por suposto abuso sexual quando foi detida em 31 de agosto.

A jovem Sonia Ng disse a uma rádio local que os fatos ocorreram depois de a polícia a ter levado para a esquadra de Kwai Chung.

Os protestos, que se tornaram massivos em junho após uma controversa lei de extradição proposta, transformaram-se num movimento que exige reformas democráticas em Hong Kong.

Durante os quatro meses de manifestações, foi registrada uma escalada de violência. Os manifestantes têm acusado a polícia do uso de força excessiva, enquanto as autoridades condenam as táticas violentas de alguns grupos que chamam de radicais.

Fonte: Agência Brasil

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