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Acesso a alimentação e educação são as maiores dificuldades na pandemia, revela pesquisa Feac

Pandemia atingiu de forma mais intensa as populações de baixa renda

Blog da Rose

08h49 - 13/08/2020

Atualizado há 5 meses

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O acesso a alimentação e a educação são alguns dos desafios enfrentados pela população da periferia de Campinas, segundo pesquisa feita pela Fundação Feac. O estudo traçou um perfil das necessidades mais urgentes dos moradores das áreas de vulnerabilidade social na cidade que tiveram a situação agravada com a pandemia da covid-19, principalmente, relacionadas às desigualdades sociais e fragilidades da garantia integral dos direitos humanos.

Cerca de 85% dos entrevistados apontam o acesso à alimentação como precário ou crítico, revelando a urgência de ações de distribuição de doações, ou garantia de renda mínima para aquisição de alimentos, já que em muitos casos, a situação foi agravada pela perda de emprego das pessoas ou diminuição da renda. 

“O foco das doações de alimentos que chegam é muito voltado para os alimentos mais básicos, sem proteína. As pessoas estão se alimentando muito mal nesse período”, liderança do Jardim Bassoli.

Outro dado preocupante é em relação à educação. Pelo menos, 48% avalia como crítica a oferta nesse momento. Segundo os entrevistados, as crianças estão totalmente sem aulas. Com relação ao acesso à internet, 52% das respostas apontaram que o acesso à rede é crítico ou precário. 

Quanto ao protocolo de segurança contra a covid-19 como o uso de máscaras e o distanciamento social, 87% dos relatos apontaram essa questão como crítica ou preocupante. Segundo os entrevistados, o grande número de pessoas vivendo em pequenos cômodos não possibilita o distanciamento, por exemplo. 

Outros 71% dos entrevistados acreditam que há uma defasagem nos atendimentos de demandas na área social, os Cras, que surgiram e se intensificaram durante a pandemia.  Os serviços oferecidos pelas Organizações da Sociedade Civil (OSC)  também aparecem como escassos para 74% dos entrevistados, e a descontinuidade desses serviços é preocupante.

Com relação à saúde, as Unidades Básicas de Saúde dos bairros mudaram a sua atuação frente a situação pandêmica. Assim sendo, 46% dos entrevistados relataram ser crítica, precária ou preocupante a atuação dos equipamentos de saúde em relação à covid-19, atuando com orientações pontuais, mas não na realização de um trabalho de prevenção e cuidado com a doença e com a comunidade.  

A pesquisa ouviu, por telefone 48 lideranças locais, moradores e técnicos de serviços de proteção social, educação e saúde entre os dias 1 a 8 de julho.

As entrevistas foram feitas com moradores do Conj. Habitacional Vida Nova, Parque Floresta/Bassoli, Região dos DICs, Jd. Campo Belo, Jd. São Marcos, Região San Martin, Jd. Flamboyant, Região Oziel/Monte Cristo, Região Castelo Branco e Jd. Itatinga.

Saiba mais: https://www.feac.org.br/pesquisa/

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