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Água usada pela Backer estava contaminada, diz Ministério da Agricultura

Procon de Campinas orienta consumidores que compraram lotes fabricados entre outubro de 2019 e janeiro de 2020 a devolver o produto e reaver os valores pagos

Band Mais

06h08 - 16/01/2020

Atualizado há 2 meses

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A fábrica mineira Backer usou água contaminada na produção de suas cervejas. A informação foi confirmada ontem pelo Ministério da Agricultura, que detectou que a contaminação ocorreu dentro da cervejaria, embora não se saiba ainda de que forma. O ministério considera como hipóteses o uso indevido ou vazamento de substâncias que refrigeram a produção, além da sabotagem. 

O Ministério já encontrou seis lotes contaminados da cerveja Belorizontina e uma da Capixaba. Em quatro, foram identificadas as substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol. Ontem, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a segunda morte por suspeita de intoxicação. Um terceiro caso está sob análise.

Diante das informações, o Procon de Campinas orientou os consumidores que tiverem adquirido a cerveja da marca Backer, dos lotes fabricados entre outubro de 2019 e janeiro de 2020, a devolver o produto e reaver os valores pagos.   

O Procon também notificou o fabricante para que informe em quais estabelecimentos da cidade a mercadoria foi distribuída e como se dará a retirada e eventual devolução dos valores aos consumidores finais.  A medida foi tomada com base no Código de Defesa do Consumidor que “protege o direito à vida, à saúde e à segurança dos consumidores no fornecimento de produtos e serviços e determina que quando detectados riscos posteriormente à colocação desses no mercado de consumo, o fornecedor deverá comunicar as autoridades competentes e os consumidores”.  

O consumidor que encontrar o produto nas gôndolas dos supermercados pode fazer a denúncia ao Procon pelo telefone 151 ou nos demais canais de atendimento. A partir das denúncias, o órgão fará a fiscalização e tomará as medidas cabíveis.  “As denúncias feitas até o momento são muito sérias e colocam em risco a vida das pessoas. Além disso, há uma relação de consumo e o Procon tem que atuar para que sejam garantidos os direitos do consumidor. Até o momento, não temos, no Procon, registro de reclamações, mas faremos as ações necessárias para que o CDC seja cumprido e os consumidores prejudicados sejam ressarcidos”, disse o secretário de Assuntos Jurídicos, Enrique Javier Misailidis Lorena.  

Os consumidores de Campinas que tiverem problemas na devolução do produto ou no ressarcimento dos valores pagos podem recorrer ao Procon por um dos canais de atendimento. 

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