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Após reunião tensa, Doria diz que presidente atrapalha no combate ao coronavírus

Governadores se reúnem às 16 após críticas de presidente

13h57 - 25/03/2020

Atualizado há 3 meses

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Após momentos tensos na teleconferência entre o governador João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira (25/03), o tucano disse durante coletiva à imprensa que Bolsonaro atrapalha na condução da crise do coronavírus.  Também participaram os governadores do sudeste Wilson Witzel (PSC-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Renato Casagrande (PSB-ES) discutiram a emergência nacional do vírus.

“As próprias pesquisas mostram que o presidente atrapalha. O presidente Insiste em estabelecer nomenclaturas que não estão amparadas pela  Organização Mundial de Saúde. Perdeu a oportunidade de fazer um pronunciamento sereno  demonstrando a preocupação com as vidas. Não se pode desprezar nenhuma pessoa porque tem mais de 60,70,80 anos. Não é uma gripezinha, num resfriadinho, mas um assunto grave. Não politize e não transforme isso em palanque político”, disse Doria. 

A manifestação se deu horas depois de um encontro tenso na manhã desta quarta-feira (25/03) em que Bolsonaro disse que Doria foi eleito com a sua ajuda. E acusou o tucano de que ele está em campanha para ser presidente.  ”Se você não atrapalhar, o Brasil vai decolar e conseguir sair da crise. Saia do palanque”. 

A fala do presidente ocorreu após Doria ter dito: “Peço que o senhor tenha serenidade, calma e equilíbrio. Mais do que nunca, o senhor precisa comandar o país”. Bolsonaro se irritou e respondeu aos berros: “Não aceito em hipótese nenhuma essas palavras levianas, como se vossa excelência fosse o responsável por tudo o que acontece de bom no Brasil.”

Durante a coletiva o governador ressaltou a importância de salvar vidas e disse que as medidas que estão sendo tomadas são acertadas. Afirmou ainda que às 16h de hoje, os governadores de 27 estados irão se reunir para debater as críticas de Bolsonaro. 

Confisco de respiradores

Doria disse que vai à Justiça caso o governo federal decida confirmar a produção de respiradores. “São Paulo é o epicentro desta crise Não se confisca nem equipamentos e nem medicamentos. Tenho certeza de que não ocorrerá e se ocorrer tomaremos as medidas cabíveis”, disse ele, acrescentando que “o presedetne deveria liderar e não conflagrar o país com as suas posições e com a forma intempestiva como ele se dirigiu a mim. Vamos refletir junto:  não pode haver fronteira entre solidariedade e amor ao próximo. Lidere o seu país e o seu povo. Fazendo o bem e não transforme isso numa luta política e num palanque eleitoral.”

 

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