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“Aprendemos novas formas de resolução de problemas”

Descobrir habilidades também é estratégia para enfrentarmos a quarentena

Band Mais

09h44 - 26/03/2020

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Estamos há alguns dias vivendo esse momento de quarentena devido ao aumento de casos do novo Coronavírus e a recomendação é ficar em casa. Mas como enfrentar essa situação, mudar rotina de trabalho, ver ruas vazias, comércio fechado? E, claro, como lidar com a preocupação em relação à economia?  

A psicóloga e professora da Esamc Sorocaba, Ariane Teixeira Toubia, comenta que é realmente difícil não experimentarmos emoções e pensamentos negativos em uma situação tão caótica, e nova, como a que estamos vivendo. “Ninguém tem uma fórmula de enfrentamento para o problema. Estamos todos na mesma situação e tentando oferecer o que temos de melhor, mas o novo, é assustador”, comenta.

O primeiro ponto que Ariane destaca é que nesses dias devemos pesquisar e considerar as pesquisas e notícias positivas que surgem em meio ao caos. “Tentar filtrar o que chega até nós, checar a veracidade dos fatos e lembrar que diante de uma experiência tão traumática como essa é extremamente comum sentirmos medo, ansiedade, angústia, entre outros sentimentos oriundos diante de um momento tão incerto. Porém, não é necessário julgar o que sentimos, podemos aceitar, sem criar pânico em cima dos sentimentos e criar maneiras alternativas de pensar sobre a situação”, explica.

O momento, segundo Ariane, também traz muitos aprendizados. “Aprendemos a ser mais flexíveis, aprendemos novas formas de resolução de problemas, encontramos novas estratégias e descobrimos habilidades que talvez estivessem escondidas em nós mesmos! O caos, também nos mostra que temos capacidade empática, motivacional e de compaixão com os demais. É diante do obstáculos, que colocamos em prática nossa coragem e com isso podemos descobrir novas capacidades. Estamos diante de uma ameaça real, portanto nada de extremos: nem pânico, nem negação do problema são saídas inteligentes”, afirma a psicóloga.

Conseguimos reverter essa situação?

“Certamente!”, garante Ariane. “Sempre temos formas variadas de pensar a respeito de uma mesma situação. É comum, que inicialmente, a revolta e a depressão se instalem, mas esses sentimentos podem ser moldados à medida que refletimos sobre eles e sobre os aprendizados gerados a partir deles”, diz.

A psicóloga lembra que quando compartilhamos uma direção comum e um senso de comunidade podemos atingir nosso objetivo mais rápido e sairmos do problema mais facilmente.

Criatividade sem julgamentos

O reverter situações está relacionado a ter o chamado “jogo de cintura”, a usar a criatividade e fazer tentativas. Sobre isso, Ariane comenta que é importante lembrarmos de não julgar as tentativas de acerto que fazemos. “Não devemos julgar nem como boas tentativas e nem como ruins, tudo é novo é incerto”. 

Vale, nesse momento, ver o que temos a nossa disposição, como: estar mais presente com a nossa família, praticar mindfulness, exercitar nossa fé, estimular nosso intelecto, explorar a tecnologia e usá-la a nosso favor, ter mais compaixão, mais empatia, desenvolver nossa resiliência. “Repensar o que compartilho é atitude que também demonstra ponderação, bom senso e sensatez diante de um cenário tenso, delicado e inédito a todos nós. Todas essas são formas criativas, motivadoras e desafiadoras nesse momento de tamanha vulnerabilidade do ser humano”, alerta Ariane.

Cida Haddad/ Eko Digital

1 Comentário

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  • Emerson Gonçalves disse:

    Dessa excelente profissional, nós poderíamos apenas esperar essas excelentes palavras com ótimos pontos de reflexão! Parabéns Ariane, Professora, Doutora, Mestre e uma pessoa incrível!

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