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‘Aproximação emocional é primordial’

Consultora em cultura organizacional fala sobre a volta ao trabalho

Band Mais

10h57 - 16/07/2020

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Para quem está deixando de lado o home office e voltando aos poucos ao trabalho, como deve ser feita essa volta? A consultora em comunicação organizacional e desenvolvimento humano e vice-presidente da Associação de Profissionais de Recursos Humanos de Sorocaba (APRH), Susi Berbel, afirma que zelo e cuidado são essenciais para esse momento. “A comunicação deve ser ainda mais clara e se possível mais afetiva. Devemos pensar que a aproximação física não é adequada, mas a aproximação emocional é primordial. As pessoas passam por incertezas, receios e precisam se sentir apoiadas e que não estão sozinhas. Imagine que existirão mães deixando seus filhos em casa, pais que voltam para casa com receio de contaminar seus filhos etc”, comenta.

Susi diz que a liderança das organizações deve estar preparada para esse retorno e que essa é a hora de mostrar a humanização nas relações. A dica dela é que uma reunião com a liderança deve ser realizada para que, antes da volta ao trabalho, os líderes saibam qual a mensagem a ser transmitida. “Devemos lembrar que é preciso falar sobre prevenção, importância da volta ao trabalho, a importância de cada um na equipe, as dificuldades econômicas e ter uma mensagem de otimismo e fé. Uma gestão mais humanizada, levando em conta a pessoa, seus sentimentos e emoções é fundamental. Certo de senso de solidariedade já está posto, por conta da pandemia, em nossas vidas. No trabalho não pode ser diferente. No entanto, devemos estar atentos de que melhores resultados podem ser produzidos se buscarmos essa gestão humanizada. Ouvir as pessoas, lidar com as opiniões de forma madura e objetiva é a saída. Na verdade, sempre foi, mas agora é uma questão de sobrevivência no mercado”.

 Para quem vai continuar em home office?

Enquanto alguns retomam a rotina nos seus locais de trabalho, outros permanecem e por um tempo permanecerão em home office. Como lidar com essa situação? “Primeiro entender que há preocupações com o emocional. Cuide de você. Faça pausas para um café, ouça música, fale com as pessoas próximas. Esteja longe, mas não ausente da empresa. Converse com colegas, marque happy hours virtuais”, são as dicas de Susi.

Como não surtar?

Um chamamento à maturidade. Susi afirma que esse ponto pode ser considerado a maior lição nessa pandemia. “Temos que exercitar a tolerância e o bom humor. O autoconhecimento é fundamental nesse momento. O que lhe está incomodando? Não descarregue suas frustrações em outras pessoas ou coisas. Agora você é sua melhor companhia! Procure entender a raiz das suas dores e sofrimentos. Permita-se expressar suas emoções com harmonia e equilíbrio. Não a coloque-as sob o tapete.

Busque compensações: conversas de valor, hábitos novos, filmes, livros etc. De vez em quando pergunte-se: do que você está fugindo? A resposta à rotina estafante, entediante sempre está dentro de você! Exercite isso!”, garante. “Há certa insegurança pairando no ar, tanto social, como financeiramente e ainda do ponto de vista da saúde. Muitos estão aprendendo a trabalhar mais isolados e isso requer um esforço grande. Outros estão aprendendo a desempenhar com mais autonomia em suas atividades e outros ainda, a respeitar mais fortemente a hierarquia.

As alternativas que a tecnologia nos coloca estão de vez em nossas vidas. Aprender a falar intermediado por uma máquina em reuniões de trabalho, feedbacks para funcionários, todos desafios maiores do que imaginamos. Mas estamos nos saindo bem! Estamos nos adaptando”, complementa Susi.

Cida Haddad/ Eko Digital

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