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Autistas da região de Campinas ganham aplicativo

Ferramenta foi disponibilizada hoje aos usuários

Band Mais

16h39 - 19/12/2019

Atualizado há 3 meses

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Autistas que moram em Campinas e região vão poder utilizar um aplicativo voltado para o pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista). A ferramenta tecnológica foi idealizada por Elaine Marques, mãe de uma garota com TEA. Com o nome de Rede Azul, o aplicativo vai reunir um amplo catálogo de estabelecimentos, instituições de ensino e profissionais para essa comunidade.

O app é uma iniciativa colaborativa, permitindo que pessoas envolvidas com a causa realizem indicações e avaliem as opções oferecidas dentro da aplicação.

Tela do aplicativo que vai auxiliar autistas

De início, o aplicativo abrangerá cidades da RMC, além de Salto, Itu e Elias Fausto. A intenção, contudo, é expandi-lo gradativamente até funcionar em todo território nacional. Por enquanto, será disponibilizado em versão piloto, na Play Store, em etapas.

Primeiramente, será permitida a entrada de 300 usuários comuns, sendo que os 100 primeiros serão colaboradores, ou seja, vão inserir indicações de serviços, profissionais e espaços já utilizados por eles, que serão denominados “Pontos Azuis” — locais adequados para pessoas com TEA. Em uma segunda etapa, o aplicativo será aberto para 1 mil usuários, em todo Brasil, que também poderão começar a indicar os Pontos Azuis e avaliá-los. O aplicativo será oferecido para dispositivos Android.

Desde que sua filha, Alícia Nicol Marques, foi diagnosticada com Síndrome de Asperger – um dos Transtornos do Espectro Autista —, Elaine Marques enfrentou muitos obstáculos. Além da dificuldade de realizar o diagnóstico, tornaram-se tarefas complexas a busca por tratamentos, medicamentos e até ensino adequado para Alícia. “Eu fico indignada com as dificuldades que tenho para atender as necessidades de tratamento e qualidade de vida da minha filha. Percebi que não podia ficar parada, tinha que agir. Por isso, comecei a estudar como poderia criar o aplicativo e ir atrás das pessoas que me ajudariam nisso”, conta a CEO do Rede Azul, Elaine Marques.

Número de autistas

A estimativa é de que existam cerca de 2 milhões de brasileiros que possuam algum nível do TEA. Mesmo com esse número relevante, ainda existem dificuldades para que essas pessoas levem uma vida de qualidade. Alícia Marques, por exemplo, levou seis anos para ser diagnosticada e atualmente, com 17 anos de idade, relata: “Eu tenho a minha própria maneira de realizar algumas atividades e, muitas vezes, tenho dificuldade em explicar isso. Algumas tarefas eu não consigo fazer. No dia a dia, eu me sinto diferente de outras pessoas em vários aspectos, por exemplo, na forma de pensar, de falar e de focar em certos temas”.

Alícia Marques acredita que o Rede Azul fará diferença na vida de pessoas que possuem TEA. “Eu acredito que o aplicativo vai ajudar bastante as pessoas com TEA. Com as informações já acessíveis, elas poderão saber o que faz bem para uma pessoa com TEA, encontrando serviços apropriados e até oportunidades de emprego”, comenta.

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