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imagem: Band Paulista

Notícias

Governo de SP conclui estudo sobre variantes do novo coronavírus

A variante P.1 foi encontrada em 90% dos sequenciamentos genéticos

Band Paulista

16h24 - 28/04/2021

Atualizado há 6 dias

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O Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu nesta terça-feira (27) um estudo que identifica o panorama das variantes do novo coronavírus em todas as regiões do estado.

Foram avaliadas 1.439 sequências genéticas realizadas pelo Lutz e por outras instituições de referência, que identificaram 21 linhagens diferentes em São Paulo com prevalência da P.1 de Manaus em 90% das amostras. O estudo também mostra uma evolução desta variante no decorrer dos três primeiros meses deste ano. Em janeiro ela representava 20% dos sequenciamentos, sendo que em fevereiro correspondia a 40% e em março 80%.

A P.1 está presente nos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS), sendo predominante em 15 regiões, com exceção de São José do Rio Preto e de Presidente Prudente onde a P.2 é mais evidente. 

Até outubro do ano passado, a variante B.1.1.28 predominava e chegou a ultrapassar 90% das sequências. Havia também a B.1.1.33 que chegou a alcançar 30% das amostras. Ambas sofreram mutações e deram origem a duas novas variantes, respectivamente: a P.2 e a N.9, que surgiram no último bimestre de 2020. Em novembro, a variante inglesa B.1.1.7 passou a circular no Estado e, a partir de dezembro, a P.1 (derivada da B.1.1.28).

A B.1.1.7 está em 12 regiões do estado, com maior predominância em Campinas e Taubaté – de 12,33% e 21,05%, respectivamente. Não há registros em São João da Boa Vista, Bauru, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Marília.

Sobre as variantes

Há centenas de variantes do novo coronavírus ao redor do mundo e, atualmente, somente três são consideradas variantes de atenção pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais: P.1, B.1.1.7 e B.1.351. O panorama do Lutz indica que as duas primeiras circulam mais efetivamente em SP.

 Existem também as chamadas “variantes de interesse” que também são monitoradas, mas não sugerem alterações significativas no comportamento da pandemia. A saber: B.1.1.28, que sofreu mutação e deu origem à P.2; B.1.1.33 e sua “derivada” N.9. Elas representam menos de 10% dos sequenciamentos feitos no Estado.

Entenda como é identificada uma variante

A confirmação ocorre por meio do sequenciamento genético com alta qualidade, ou seja: o vírus é “decifrado” para que sejam identificadas eventuais mutações no código genético.

O material analisado é sempre uma amostra positiva para COVID-19 após indicação dos Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVE) e Laboratórios Regionais do Lutz. A seleção leva em conta fatores como o perfil do paciente (por exemplo: pessoas que tinham idade inferior a 50 anos e nenhuma comorbidade), bem como o local de origem dessa amostra (como uma cidade onde se constatou aceleração de transmissão ou da mortalidade, após varredura no território e municípios vizinhos).

O banco de amostras de COVID-19 do Lutz recebe esse material, verifica, acondiciona e separa o material, para que o Laboratório Estratégico da instituição realize o sequenciamento do genoma completo do vírus. Este processo consiste numa análise complexa a partir da reextração do RNA viral, clonagem de DNA e sua amplificação, uma sucessão de reações de purificação e dosagem para processamento em equipamentos de última geração. Isso permite a “leitura” dos códigos (sequência de “letras”) e é a partir da comparação com outras sequências previamente realizadas que pode ser identificada uma nova variante, que consiste basicamente de conjunto de mudanças nesse código.

Com estes resultados, o Centro de Vigilância Epidemiológica realiza a investigação para confirmação final. O resultado é comunicado ao município para monitoramento e definição de estratégias de atuação, de acordo com a necessidade.

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