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Blog da Rose

Bolsonaro comemora suspensão de testes clínicos da vacina Coronavac

Anvisa tomou a decisão após "evento adverso grave” em relação ao medicamento

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

10h16 - 10/11/2020

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O presidente Jair Bolsonaro comemorou nesta terça-feira (10/11) a suspensão pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) dos testes clínicos da vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, disse ele, frisando ainda que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) “queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la”

De acordo com a avisa, a interrupção comunicada na noite de ontem ocorreu por um “evento adverso grave” durante a fase de testes da vacina. A informação é a de que trata-se da morte de uma voluntário.

O Butantan, por sua vez, informou, por meio de nota, que “foi surpreendido” pela decisão. O diretor do Butantan, Dimas Covas, em entrevista à TV Cultura explicou que a Anvisa foi notificada de um óbito não relacionado com a vacina. Ele negou que a morte possa ser classificada como um evento adverso. “Ocorreu um óbito, que não tem relação com a vacina. Portanto, não existe nenhum motivo para interrupção do estudo clínico”

O comentário do presidente foi postado no Facebook, a um internauta que perguntou a ele se o o Brasil iria comprar a CoronaVac, caso ela fosse considerada segura.

A resposta de Bolsonaro a essa pergunta foi : “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu Bolsonaro.

Bolsonaro responde comentário sobre vacina Coronavac Foto: Reprodução/Facebook
Resposta do presidente a uma pergunta sobre a vacina Coronavac Foto: Reprodução/Facebook

Nas últimas semanas, uma disputa política foi instalada entre o presidente e João Doria em relação à vacina. Bolsonaro disse que a vacina não poderia ser obrigatória e só o governo federal poderia tomar essa medida e, que segundo ele, não vai ocorrer. Em seguida, após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ele disse que o Brasil não iria comprar a “vacina chinesa de João Doria”, após o ministro ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciar a assinatura de um protocolo de intenções para a compra de 46 milhões de doses da vacina da Sinovac.

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