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Bolsonaro volta a ameaçar STF: “Pode sofrer aquilo que não queremos”

Em 1º fala nos atos de 7 de setembro, presidente disse que que age fora da Constituição, "se enquadra ou pede para sair"

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12h32 - 07/09/2021

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Em seu primeiro discurso nos atos de 7 de setembro, na manhã desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as últimas decisões dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) falou em “prisões políticas” e disse que “não pode aceitar que uma pessoa específica da Praça dos Três Poderes continue barbarizando a população”.

“Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu, ou esse poder pode sofrer aquilo que não queremos”, ameaçou o presidente, ao falar para uma multidão de apoiadores na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 

O presidente estava em um carro de som, ao lado dos ministros da Defesa, Walter Braga Netto, e da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Apesar de não nomear especificamente para quem era o discurso, as críticas do presidente nos últimos dias têm sido direcionadas ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, além de direcionar a fala desta terça para o presidente da Corte, Luiz Fux.

Bolsonaro ainda disse que “todos juramos a Constituição” e, quem age fora dela, “se enquadra ou pede para sair”. O presidente voltou a afirmar também que não vai aceitar qualquer medida ou qualquer ação que “venha de fora das linhas da Constituição”.

“Nós não mais aceitaremos que qualquer autoridade, usando a força do poder, passe por cima da Constituição. Não mais aceitaremos qualquer medida, qualquer ação ou qualquer certeza que venha de fora das quatro linhas da Constituição”, afirmou. Depois tentou amenizar o tom de suas falas, mas voltou a criticar as últimas decisões de Moraes, ainda que sem mencioná-lo nominalmente.

“Não queremos ruptura. Não queremos brigar com poder nenhum, mas não podemos admitir que uma pessoa curve a nossa democracia. Não podemos admitir que uma pessoa coloque em risco à nossa liberdade”.

O presidente confirmou ainda que fará novo discurso, que descreveu como “mais robusto”, na Avenida Paulista, em São Paulo, às 16h desta terça.

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