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‘Cabelo platinado pelo Criador’

“Olhei mais para mim, do que para o externo”, diz médica

Band Mais

10h36 - 08/03/2020

Atualizado há 4 meses

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“Hoje meu cabelo é cacheado, sim, e platinado pelo Criador, sim, e fico muito bem com isso”. É assim que a médica cirurgiã plástica Evandra de Moura Rabello (foto) descreve seu cabelo.

Neste domingo em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher (08/03), a aceitação de Evandra quanto ao seu cabelo reflete “uma pluralidade e um empoderamento feminino”, na opinião da consultora de Marketing e Comunicação e professora na Esamc Sorocaba, Quelen Torres. Ela é autora da dissertação de Mestrado “Uma odisseia pelo Corpo Feminino na Revista Claudia – de 1961 a 2001”, apresentada em 2005, na Universidade Paulista (Unip) e, desde então, estuda sobre Comunicação e beleza. “Observo o quanto cresceu esse movimento de aceitação de outros padrões, ou seja, a existência da pluralidade. Se antes você tinha sempre como belo o cabelo loiro e liso e o corpo esguio – este, que, por exemplo, ganhou destaque no final dos anos de 1960 e 1970 e se estabeleceu por vinte, trinta anos, hoje você vê na Comunicação, nos editoriais de moda e propaganda, perfis diferentes quanto à beleza e mulheres sentindo-se mais representadas, não somente em algo que era único e inalcançável”, afirma Quelen.

Segundo a consultora em Comunicação, apesar de falarmos sobre pluralidade, ainda há o padrão do corpo magro, que é muito preponderante, mas se durante a pesquisa de Mestrado dela o foco era em modelos e atrizes, hoje as redes sociais com digital influencers estão em evidência.   

Buscar o autoconhecimento

A cirurgiã plástica Evandra de Moura Rabello conta que esse processo de aceitar cabelos brancos e cacheados está relacionado ao autoconhecimento e valorização do que  realmente acredita sobre ela. “Foi um processo de autoestima que tive e verifiquei o valor que eu dava a mim; se eu realmente pensava que podia ou necessitava estar adequada ou não a padrões. Vi tudo respeitosamente, com revisão das escolhas de maneira calma, avaliação do amor mesmo, e percebi que podia ocupar meu lugar sendo natural, sendo eu. Olhei mais pra mim do que o externo e abandonei o cabelo liso e a tintura do cabelo”, conta Evandra.

A psicóloga e professora na Esamc Sorocaba, Ariane Teixeira Toubia, comenta que ainda questões referentes à imagem e ao padrão de beleza são fortes, mas existe sim uma pluralidade devido ao acesso às informações e movimentos que colaboram com essa busca pela aceitação e, assim como Quelen, ela cita as redes sociais e a comunicação em geral como um grande apoio para o aceitar a beleza de cada um.  

Cuidar do lado emocional, da autoestima são fatores essenciais na opinião de Ariane, mas não são pontos fáceis, que vêm com fórmulas prontas. “É preciso respeitar o tempo individual e o histórico de vida, que inclui os ambientes, crenças, diz Ariane.

Mas como fazer isso? A psicóloga afirma que tudo começa pelo conhecimento do próprio corpo, ou seja, reconhecer as qualidades do seu corpo e, vale sim, buscar um feedback de familiares, amigos. “Ouvir pessoas faz com que não tenhamos uma única forma de enxergar, ou seja, os pensamentos cristalizados que temos sobre nós podem deixar de existir, todos temos qualidades, beleza. Outro ponto também é buscar um hobby, uma atividade física, ter um propósito que a pessoa consiga entender que a satisfação, o prazer estão presentes em outros aspectos não somente naquele padrão que ela criou”, explica Ariane. “Costumo dizer que você nem sempre é o patinho feio; às vezes é a lagoa que está errada”, conclui.

Cida Haddad/ Eko Digital

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