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Blog da Rose

Após ser cancelado pelo TCE-SP, prefeitura vai lançar edital de consulta pública da PPP do lixo

Empresas terão de investir R$ 10,5 bilhões no novo modelo de concessão

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

15h33 - 07/04/2021

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A Prefeitura de Campinas vai lançar nos próximos dias uma consulta pública da minuta do edital da PPP do Lixo, que pretende contratar um consórcio para implantar o novo modelo para a coleta e tratamento dos resíduos sólidos na cidade. O investimento estimado é de R$ 900 milhões. A previsão é de que as despesas serão de R$ 10,5 bilhões para compra de equipamentos, construção de usinas de reciclagem,de compistagem e de CDR (Combustível Derivado de Resíduos). Ao final da concessão, por um período de 30 anos, esse patrimônio passará para a Prefeitura de Campinas.

Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, os moradores da cidade poderão enviar durante 30 dias, antes da audiência. Após essa etapa, será aberta a licitação para a definição da empresa ou consórcio.

No edital anterior, a prefeitura havia estipulado pagar R$ 25 milhões ao mês para custear os serviços como coleta, varrição, operação dos ecopontos, coleta mecanizada entre outros serviços.

Segundo Paulella, iria ganhar a concessão quem tiver a melhor proposta técnica e o maior valor k – índice de desconto em relação aos R$ 25 milhões. Hoje a prefeitura gasta cerca de R$ 15 milhões. O novo pacote inclui ampliação de serviços como a instalação de mais 40 ecopontos, por exemplo.

O edital também previa a construção de três usinas. Uma delas será de reciclagem; outra de compostagem do material orgânico e uma terceira, que vai usar os restos das duas anteriores e transformar o material em CDR (Combustível Derivado de Resíduos) – o chamado carvão do lixo. Metade da receita acessória com o CDR vai para um fundo de reciclagem que será investido nas cooperativas.

Plano Municipal de Resíduos Sólidos

A informação foi dada nesta quarta-feira (07/04) durante a apresentação da revisão do Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos.

Entre a metas para as próximas três décadas estão a universalização de coleta em locais difícil acesso, 100% de coleta mecanização nos locais possíveis de implantação e 100% de coleta regular na área rural.

Prevê também coletar 10% do total de resíduos sólidos domiciliares de materiais recicláveis, ampliar a área de varrição manual das vias públicas para 15 mil quilômetros mensais, instalar 20 sistemas subterrâneos de contentores com no mínimo 4 compartimentos cada.

Além disso, há a previsão de ampliar para 100% a compostagem dos resíduos verdes coletados; manutenção e monitoramento das antigas áreas de disposição final de resíduos e reabilitação ambiental das antigas áreas de disposição final.

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