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Blog da Rose

Câmara apresenta novo laudo em que resultado é “inconclusivo” sobre fala de racismo na Câmara

Perito diz que não é possível identificar o conteúdo da frase que teria sido ofensiva à vereadora Paolla Miguel

Rose Guglielminetti

18h47 - 25/11/2021

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A Câmara de Campinas entregou nesta quinta-feira (25/11) para a 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) um laudo do perito Mauricio Raymundo de Cunto em que ele diz que não é possível identificar o conteúdo da frase que está sendo apontada como crime de injúria racial contra a vereadora Paolla Miguel, na sessão do último dia 8 de novembro.

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O laudo, portanto, é inconclusivo. Ou seja, não dá para saber se a pessoa falou “Preta lixo” ou “Petta lixo”. Segundo o documento apresentado a única certeza é de que a frase partiu de uma voz feminina. A identificação do conteúdo ficou prejudicada, segundo ele, porque o ambiente estava contaminado por “outros ruídos, do plenário distorções, sobreposições e reverberações acústicas.”

Em contrapartida, Nelson Hossri, vereador que sofre uma CP (Comissão Processante), por quebra de decoro parlamentar, apresentou ontem (24/11) um laudo assinado pelo perito Ricado Molina em que ele afirma que a frase dita foi “Petta lixo”.

Porém, para o delegado José Glauco Ferreira, que indiciou a mulher apontada como autora da frase racista, essa guerra de laudos periciais não alteram o inquérito da polícia. “Não utilizamos o áudio justamente porque não conseguimos compreender a fala e nos baseamos nos depoimentos da vítima e das testemunhas”, disse ele.

Entre os depoimentos, o do vereador Jorge Schenaider é o mais contudente. Foi ele que identificou a mulher e disse que estava próximo e ouviu quando ela teria dito “Preta lixo”.

O delegado também ressaltou que a indiciada negou que tenha xingado a parlamentar, mas que disse “Petta lixo” – referindo-se ao vereador Gustavo Petta (PCdoB), que tem sido alvo do grupo de direita desde que defendeu o veto em relação a instalação de uma escola cívico-militar em Campinas.

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