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Blog da Rose

Câmara vota aumento nos salários dos assessores nesta segunda

Reajuste será dado para 132 comissionados

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

09h00 - 28/11/2021

Atualizado há 2 meses

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A Câmara de Vereadores de Campinas vota em segunda discussão o aumento do salários dos assessores que vai trazer um aumento de R$ 3,8 milhões aos cofres públicos. A proposta será aprovada, já que recebeu 22 votos favoráveis e apenas quatro vereadores votaram contrário. Do grupo que votou contra o aumento estão os vereadores Débora Palermo (PSC), Luiz Cirilo (PSDB), Paulo Gaspar (Novo), Mariana Conti e Paulo Bufalo, ambos do PSOL.

De acordo com os projetos que serão votados nesta segunda-feira (26/11), o valor do salário dos 99 assessores de gabinete vão passar de R$ 3,6 mil para R$ 5.045 ao mês. Um aumento de 39%, elevando o gasto com esse grupo para R$ 1,7 milhão ao ano.

A Mesa da Câmara também vai dar um aumento de 29% sobre os salarios dos 33 assessores parlamentares: vão passar de R$ 6,2 mil para R$ 8.052 ao mês, o que vai gerar um gasto a mais de R$ 716,8 mil ao ano.

Além disso, a Câmara decidiu aumentar o tiíquete dos funcionários da Câmara em R$ 350,00. Com isso, o Legislativo vai consumir mais R$ 1,4 milhão dos cofres públicos para engordar um vale-refeição que hoje está em R$ 1.428,60. Os 342 funcionários irão ter a partir de janerio de 2022 um vale-refeição de R$ 1.778,60 por mês.

E para fechar o pacote de bondade, a Câmara vai conceder reajuste de 11,22% (IPCA + dissídio coletivo) sobre os salários de todos os servidores do Legislativo campineiro. Neste caso, o impacto será de R$ 5,5 milhões ao ano.

O menor salário da Câmara é de R$ 2,4 mil e o maior salário é de R$ 30 mil.

Outro lado

Em nota oficial, a Câmara informou que o aumento dos salários ocorreu porque os salários de Campinas estão desatualizados em realção a demais câmaras.

Em relação ao dissídio informou que os servidores pediram 26,71% e a contraproposta ficou com 11,22%.

Já o aumento de R$ 350,00 no valor do tíquete ocorreu para “mitigar as perdas inflacionárias impactadas em especial pelo aumento no preço dos alimentos”, diz a nota.

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