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Blog da Rose

Campinas participou de pesquisa de remédio da Pfizer que reduz em 37% risco de morte por covid-19

Pacientes do Hospital Samaritano tomaram novo medicamento

Rose Guglielminetti

11h54 - 17/06/2021

Atualizado há 1 mês

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Pacientes do Hospital Samaritano participaram de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, vinculado ao Hospital Israelita Albert Einstein, que demonstrou que o uso do medicamento ​tofacitinibe reduz em 37% o risco de morte e de falência respiratória em pacientes hospitalizados por causa da covid-19.

O medicamento, que hoje é comercializado como Xeljanz, é indicado para o tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriásica e retocolite ulcerativa.

Médico dá entrevista no Programa Bastidores do Poder, da Rádio Bandeirantes

Segundo o médico Francisco Kerr Saraiva, dos 800 pacientes que participaram do estudo, 65 deles eram pessoas que estavam internadas na UTI do Samaritano. “O Hospital abriu as portas e a equipe médica abraçou esse projeto que exigiu dedicação de 24 horas. O resultado é muito animador porque reduzir em 37% o risco de morte é muito significativo”, disse ele.

A prescrição do medicamento será restrita ao hospital. O tofacitinibe é administrado no segundo estágio da doença, quando quando o sistema imunológico começa a produzir uma resposta inflamatória alta. Neste caso, há a inflação do pulmão e dos rins. “O medicamento bloqueia a inflamação.”

Ker Saraiva explicou que o próximo passo é pedir autorização da comercialização para a Anvisa. “Os prazos, quando em período de pandemia, são diferentes de pesquisa normal. Provavelmente eles podem liberar o uso de forma provisária, mas pedindo ampliação dos estudos”, explicou.

Os resultados demonstraram menor incidência de óbitos ou falência respiratória por causa do novo coronavírus entre pacientes que receberam o fármaco (18.1%) em comparação aos que receberam o placebo (29.0%). A pesquisa observou os participantes pelo período de 28 dias e administrou o tofacitinibe por via oral.

O valor do medicamento, segundo ele, não é barato.

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