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Características comportamentais fazem a diferença na escolha para uma vaga de emprego

Autodisciplina e flexibilidade são importantes na pandemia

Cida Haddad/ Eko Digital , Band Mais

15h00 - 18/04/2021

Atualizado há 28 dias

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Entre os pontos muito avaliados para o preenchimento de uma vaga de emprego está a análise das chamadas características comportamentais. As necessárias são, geralmente, definidas na abertura de uma posição dentro da organização e ainda que sejam específicas normalmente elas não estão descritas na apresentação da vaga, segundo a consultora em Gestão de Pessoas, Ana Carolina Jacção. “Isso ocorre por dois motivos: primeiro que por se tratar de uma avaliação subjetiva [embora existam muitos recursos que objetivem este tipo de avaliação] qualquer candidato poderia se autodeclarar tendo fortemente uma competência, ou ainda induzir a entrevista, sendo que ele sabe qual a necessidade da posição. O outro motivo é que nem sempre as empresas querem demonstrar a real necessidade de querer uma competência, por exemplo, a vaga pode ser aberta para fazer um plano de sucessão com algum gestor que tem resistência a formar um sucessor”, comenta Ana.

De acordo com as explicações da consultora, no caso de plano de sucessão, uma competência comportamental um pouco mais empreendedora, negocial será exigida para que o candidato consiga lidar com o perfil do gestor e, assim, assumir suas atividades. Se ele tiver um perfil mais passivo pode não funcionar a sucessão. Ana diz que, no geral, para definição de necessidades comportamentais de uma posição serão sempre levados em consideração a cultura da empresa e o perfil comportamental do time. “É importante que o candidato também avalie a cultura da empresa, pois nela está a chave do que se espera dele. Se a empresa tem como característica ser de rápidas decisões, flexível, focada no fazer, provavelmente exigirá o mesmo do candidato. É bastante comum ouvirmos em uma entrevista de emprego que o candidato não se adaptou à empresa anterior e por isso decidiu sair. Geralmente neste tipo de afirmação encontramos este desalinho comportamental entre a empresa e o funcionário”, afirma.  

Ana comenta que como forma de recurso para avaliação destas características comportamentais existem muitas ferramentas e metodologias para auxiliar o recrutador a ter uma especificidade maior na avaliação como, por exemplo, o DISC, Eneagrama, Psicomorfologia, leitura corporal, entrevista, caligrafia entre outras.

E na pandemia?

“A pandemia trouxe muitas situações as quais ainda estamos compreendendo e observamos que características como autodisciplina, flexibilidade e a comunicação, com capacidade de sintetização, assertividade e escrita, têm se destacado como necessidades organizacionais”, diz Ana.

Entre as características mais procuradas, Ana destaca que, considerando o grande avanço das startups, é possível elencar algumas muito procuradas, como capacidade de inovar/criar, foco no cliente, trabalho em equipe [na visão mais horizontal, esquecendo a hierarquia], flexibilidade e relacionamento interpessoal. “Isso destacando as chamadas Soft Skills, onde são avaliadas as competências comportamentais, mas toda avaliação é composta também pelas Hard Skills, onde são analisadas as competências técnicas do profissional. “Quando as pessoas querem desenvolver competências/comportamentos que entendam importantes para seu desempenho profissional ou até mesmo pessoal, é importante que compreendam o quanto este comportamento pode ser contrário às suas principais virtudes”, afirma.  

De acordo com Ana, na realidade, não tratamos nossos pontos a desenvolver como “defeitos”, pois muitas vezes eles são o outro lado da moeda das nossas qualidades, por exemplo, se alguém é muito rápido e toma decisões (qualidades), provavelmente não terá muita paciência (ponto a desenvolver). “Neste sentido é importante ele ter consciência do quanto pode melhorar sua paciência, sem perder sua praticidade e tomada de decisão. Sempre é recomendado um acompanhamento profissional neste tipo de processo de mudança comportamental para justamente ser avaliado os pros e contras, por vezes é valido a mudança, as vezes é melhor mudar de ambiente”, explica.

Características negativas

Resistência à mudança, imputar sempre a culpa ao algum acontecimento ou pessoa, hábito de reclamar das coisas ou com baixa abertura para o feedback, geralmente são tidas como características bastante negativas e a melhor forma de evita-las, segundo Ana, é fazer uma autoanálise e perceber se pode ter estes tipos de comportamento.

Para trabalharmos nossas características comportamentais para o mercado de trabalho é preciso, diz Ana, buscar fazer uma autoavaliação, de preferência com algum recurso reconhecido no mercado, seja uma ferramenta ou algum profissional, que possa auxiliar demonstrando seus potenciais, e assimilando prováveis atividades ou tipo de empresas que você consiga se destacar.

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