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Blog da Rose

Caso Ouro Verde: Justiça condena à prisão empresários por fraude em licitação

Penas vão de 17 a 25 anos

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

19h48 - 13/07/2021

Atualizado há 10 dias

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O juiz da 4ª Vara Criminal de Campinas, Caio Ventosa Chaves, condenou nesta terça-feira (13/07), os empresários e funcionários da Vitale, empresa que fazia a gestão do Hospital Ouro Verde, por organização criminosa, fraude em licitação, falsidade ideológica e peculado, durante a gestão do Hospital Ouro Verde. Eles foram presos após operação do Ministério Público que revelou um esquema fraudulento na unidade hospitalar que trouxe prejuízos de R$ 4,5 milhões. A sentença do ex-secretário de Assuntos Juridicos, Silvio Bernardin, que foi preso em uma das fases da operação, não saiu ainda.

Os réus – Paulo Roberto Segatelli Câmara (PC), Daniel e Augusto Gonsales Câmara, Ronaldo Pasquarelli, Aparecida de Fátima Bertoncello (Tata), Fernando Vitor Torres Nogueira Franco (Vitão)e Ronaldo Foloni – foram condenados entre 17 e 25 anos de prisão.

Enfim, não há um só telefonema interceptado, um só relato testemunhal, uma só manifestação que deixe de comprometer os réus de forma irrespondível, que vincule cada um aos demais e todos aos crimes que lhes são atribuídos. Tudo, com apenas e tão somente um propósito, obter, em prejuízo do erário, criminosas vantagens econômicas, não somente em Campinas, mas muito provavelmente também em dezenas, quiçá centenas, de outros municípios pelo país afora, como, aliás, timidamente, admitiram os réus colaboradores”

Caio Ventosa Chaves, juiz da 4ª Vara Criminal de Campinas

Paulo e Daniel Câmara e Ronaldo Pasquali foram condenados a 25 anos, um mês e 10 dias de prisão. Os três tiveram direito a uma redução de 2/3 na pena final porque se tornaram colaboradores para delatar o esquema de fraude instalado no hospital que superfaturava serviços e desviava recursos do Ouro Verde. Eles irão responder por organização criminosa, fraude em licitação, falsidade ideológica e peculato.

Já Aparecida de Fátima Bertoncello (Tata), funcionária da Vitale e o empresário Fernando
Vitor Torres Nogueira Franco (Vitão) foram condenados a 22 anos e 8 meses pelos mesmos crimes cometidos pelos delatores.

Ronaldo Foloni, por sua vez, recebeu uma pena de 17 anos pelos mesmos crimes de seus companheiros.

Cabe recurso da sentença em primeira instância. Os advogados dos réus não foram localizados para comentar a decisão do magistrado.

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