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Divulgação/CMC

Blog da Rose

Comissão pede arquivamento do pedido de investigação contra Nelson Hossri

Decisão vai ser votada pelos vereadores na próxima segunda-feira (13/12)

Rose Guglielminetti

12h34 - 10/12/2021

Atualizado há 1 mês

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Os integrantes da CP (Comissão Processante) que investigavam o vereador Nelson Hossri (PSD) por quebra de decoro parlamentar decidiram, nesta sexta-feira (10/12), arquivar a investigação. Votaram favoráveis pelo arquivamento os vereadores Paulo Haddad (Cidadania) e Paulo Gaspar (Novo). A vereadora Paolla Miguel (PT) votou pela continuidade da apuração. O parecer vai à votação do plenário nesta segunda-feira (13/12).

“A decisão final caberá ao plenário. A relatora defendeu a continuidade dos trabalhos. Porém tanto o vereador Paulo Gaspar quanto eu, apesar de entendermos os argumentos dela, não achamos que há argumentos suficientes para dar continuidade à investigação por quebra de decoro, por isso votamos pelo arquivamento”, diz o vereador Paulo Haddad (Cidadania), que preside a CP.

O pedido havia sido feito pelos representantes do PT, Carlos Orfei; Marcela Moreira, do PSOL e Denise Teijeiro, do PCdoB. Os três disseram que Hossri incentivou os seus aliados que foram à sessão do último dia 08 de novembro para protestar contra o passaporte da vacinação, que teria culminado na suposta prática de crime de racismo contra a veradora Paolla Miguel.

“A velha prática de utilização da imprensa e de outros meios conseguiu lograr êxito, utilizando-se expediente do medo, através de ameaças públicas. Os atos indecorosos praticados por esse vereador e suas hordas, bem como o crime de injúria racial contra a vereadora Paolla Miguel (PT), que já tem uma pessoa indiciada, bem como as ameaças, agressões, fake news e tentativas de intimidação não podem e não passarão impunes”, diz a nota assinada pelos três que fizeram o pedido da CP.

Já a vereadora Paolla Miguel (PT) explica sua defesa pela continuidade da investigação. “Não estávamos julgando hoje se o vereador Hossri seria ou não cassado e sim se a denúncia merece ser mais investigada. Concordo que hoje não temos instrumentos paliativos, ou é a cassação ou é nada, e precisamos destas medidas como ocorre em outros espaços, mas isso não cabe à CP. O que estávamos definindo era o acolhimento da denúncia e reitero que em minha opinião isso tem de ser feito, pois a tentativa de agressão ao vereador Gustavo Petta em si já seria em uma quebra de decoro”, defendeu.

Ela ainda rebateu os três argumentos feitos pela defesa prévia de Hossri contra a CP. O primeiro deles foi questionar o pedido da CP ter sido feito por cidadãos e não por parlamentares. “O argumentode que a CP não tinha legitimidade para ser criada em virtude da autoria não se sustenta. Há uma lei federal que permite que qualquer eleitor apresente denúncia”, argumentou ela.

O segundo é o fato de a própria parlamentar ser suspeita, já que ela é suspeita de ter sido vítima de injúria racial. “Porém, a acusação contra ele é por falta de decoro e não por racismo. E, por último, afirmou que a agressão da qual foi acusado teria partido de um terceiro, o que entendemos que não ocorreu”, finaliza.

Já Nelson Hossri comemorou a decisão. “Minha defesa provou que não houve quebra de decoro. Agora é esperar para que a maioria dos vereadores também votem o arquivamento no plenário”, disse ele.

Os representantes do PT, PSOL e PCdoB convocaram a militância para estar na sessão desta segundas-feira (13/12), quando será votado o relatório que pede o arquivamento da denúncia.

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