menu
facebook instagram
publicidade
publicidade
Compartilhe
Blog da Rose

Empresário nega acusações de participação em esquema de fraudes no Hospital Ouro Verde

Gustavo Kattar de Godoy disse que não superfaturou preços dos exames

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

17h41 - 23/04/2021

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

O médico e empresário Gustavo Khattar de Godoy, acusado de participar um esquema de fraudes e desvio de verbas públicas do Hospital Ouro Verde, negou todas as acusações durante depoimento na tarde desta sexta-feira (23/04).

Ele era o responsável pelo Departamento de radiologia da unidade hospitalar. De acordo com a investigação da Promotoria, além de repassar os serviços para outras empresas, o médico também teria superfaturado os valores dos serviços prestados.

Uma mamografia, por exemplo, custava R$ 13,50. A empresa de Gustavo, porémm, recebia R$ 25,00 da Prefeitura de Campinas. A diferença, de acordo com o MP, era dividida entre Gustavo e diretores da Organização Social Vitale, que era responsável pela administração do Hospital Ouro Verde.

“Ele negou e esclareceu que o valor que ele recebia era um valor normal. Evidenciou também com dados objetivos que não havia superfaturamento nos laudos. Era um valor que correspondia a tabela SUS. Foi um depoimento muito importante nesse sentido”, afirmou Ralph Tórtima Stettinger Filho, advogado de Gustavo.

A defesa afirmou ainda que nunca houve pedido para que Gustavo fosse empregado no hospital. “Ele trabalhava em outro hospital com uma remuneração muito boa. Então nunca houve solicitação para que o Gustavo exercesse a atividade de radiologia no Hospital Ouro Verde”, ressaltou.

Em 2018, o médico foi preso, mas já está solto. Ele é filho do do empresário Sylvino de Godoy, proprietário do Grupo RAC, que também teve mandado de prisão expedido. Porém, Sylvino passou mal no dia em que seria preso e foi hospitalizado. Neste período conseguiu um habeas corpus e não chegou a ir para a prisão.

O caso

A operação Ouro Verde, que trouxe prejuízos de cerca de R$ 24 milhões aos cofres públicos, foi deflagrada em 2017, tendo quatro fases. A primeira teve como denunciados Aparecida de Fátima Bertoncello, conhecida como “Tata”, Daniel Augusto Gonsales Câmara, Fernando Vítor Torres Nogueira Franco, conhecido como “Vitão”, Paulo Roberto Segatelli Câmara, conhecido como “PC”, Ronaldo Foloni e Ronaldo Pasquarelli, como os responsáveis formais e de fato pela Vitale. O grupo, diz o MP, agia visando lucro e com o objetivo de distribuir, entre si, o patrimônio recebido mediante o repasse de recursos públicos.

Em março de 2018, ocorreu a segunda fase da operação quando agentes públicos foram presos. Eles atuavam no Departamento de Prestação de Contas da Secretaria Municipal de Saúde  de Campinas e recebiam propina para garantir, de forma indevida, a aprovação das contas da entidade, permitindo os desvios de recursos públicos.

A terceira fase da operação ocorreu em novembro de 2018, quando foram presos o ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, ex-diretores da Vitale, fornecedores e empresários.

Já a quarta fase teve como alvos a Prefeitura de Várzea Paulista.

0 Comentário

publicidade
publicidade
publicidade