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Blog da Rose

Ex-prefeito de Paulínia teria recebido R$ 300 mil em fraude da Pauliprev

José Pavan Júnior teria recebido verba para trocar comando de autarquia para facilitar a fraude

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

14h42 - 20/05/2021

Atualizado há 1 mês

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O ex-prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior, teria recebido R$ 300 mil para fazer a troca do controle da Pauliprev – autarquia que faz a gestão do fundo de aposentadoria dos servidore da cidade. Com isso, permitiu uma fraude que chega a R$ 190 milhões. Pavan comandou a cidade cinco vezes, sendo que a última, entre os anos de 2015 e 2016.

Nesta quarta-feira, policiais da PF (Polícia Federal) cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos denunciados do esquema com o objetivo de localizar documentos que possam provar o conteúdo da investigação, que são recebimento de vantagem indevida dos gestores de fundos de investimento, em troca das aplicações pelo Pauliprev e gestão fraudulenta do instituto.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Paulínia, Louveira e Sumaré, todas na região, e Niterói, no Rio de Janeiro.

O caso

Na delação, consta ter sido pago, em 2015, o valor, em espécie, de R$ 300 mil ao então prefeito da cidade de Paulínia, José Pavan Júnior, em troca do controle da Pauliprev. O dinheiro foi pago para que ele trocasse o comando do instituto. No mesmo ano, o novo presidente da Pauliprev fez duas aplicações totalizando R$ 85 milhões em fundos que já traziam problemas de recebimento. Ambas operações foram autorizadas pelo diretor-presidente e pela gestora-responsável e diretora-financeira do instituto.

Com tais aplicações, somadas a uma anterior já realizada em 2013 no mesmo fundo, cerca de 12% do patrimônio da Pauliprev foi concentrado neste investimento.

Os valores aplicados pela Pauliprev nesse fundo foram em grande parte canalizados para aquisição de debêntures emitidas por uma empresa controlada pelo ex-empregador do então presidente da Pauliprev, sendo uma parte remetida ao exterior.

Segundo o delator, houve o pagamento de comissão dessas operações de 7% para servidores públicos, para o delator e seu sócio, beneficiando, inclusive os gestores do fundo de investimento.

Além desses investimentos, outros na ordem de R$ 106 milhões estão sendo investigados por direcionamento a fundos que seriam indiretamente controlados por um sócio da empresa que prestava consultoria à Pauliprev.

Os envolvidos responderão pelos crimes de crimes de corrupção ativa/passiva e gestão fraudulenta, cujas penas podem ultrapassar 24 anos de prisão.

Outro lado

Em nota, o advogado de defesa do ex-prefeito, Ralph Tórtima, informou que Pavan negou que teria recebido R$ 300 mil em troca de indicação de um nome para gerir a Pauliprev. “Garantiu que que sempre agiu dentro da lei, jamais pactuando com qualquer ilegalidade ou conduta que pudesse acarretar qualquer prejuízo à entidade ou aos seus cooperados”, diz a nota.

Já a assessoria da Pauliprev informou que os mandados não têm qualquer relação com os atuais dirigentes da entidade. Ressaltou que a investigação refere-se a antigos gestores e que a atual diretoria tomou posse em 2019. Informou ainda que, se solicitado, irá dar todas as informações necessárias.

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