menu
facebook instagram
publicidade
publicidade
Compartilhe
Blog da Rose

Justiça absolve Dário Saadi na ação de compra de votos nas eleições

Prefeito, que é médico, foi acusado de ter feito exames gratuitos quando era candidato

Rose Guglielminetti, Band Mais

16h40 - 12/03/2021

Atualizado há 1 mês

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

O juiz eleitoral Fábio Varlese Hillal absolveu o prefeito Dário Saadi (republicanos) e o vice-prefeito Wanderley Almeida da acusação de compra de votos durante a campanha eleitoral do ano passado.

Dário, que é médico, foi denúnciado de ter participado no dia 26 de setembro de um evento, no qual ofereceu consultas médicas gratuitas no condomínio Residencial Ouro Verde, localizado no Parque Universitário, no distrito do Ouro Verde.

Na época, a promotora Simone Rodrigues Horta Gomes pediu a cassação da chapa por entender entender que houve dolo e que a existência de uma fila de pessoas em busca da gratuidade, anúncio em rede social e aglomeração de pessoas, configurou evento com interesse eleitoral.

Na defesa, Dário postou várias fotos de eventos em que participou como médico em anos anteriores às eleições, inclusive, neste condomínio desde o ano de 2000. O magistrado ouviu várias testemunhas que moram no condomínio. “O que ficou claro dos testemunhos do ex-síndico, da atual síndica e de morador do condomínio é que o representado, há muitos anos, faz exames médicos de piscina nos moradores, a título gratuito, e não foi diferente em 2020. Não se pode afirmar que, em 2020, o representado foi em época diferente, pois as testemunhas esclareceram que ele sempre ia quando o tempo começava a esquentar. Algumas falaram outubro, novembro, o que, de qualquer forma, num ano eleitoral, é período já de campanha. Não é possível concluir que, em 2020, o representado, dolosamente, escolheu um dia mais próprio para pedir votos”, escreveu o juiz na sentença.

Para o magistrado, não ficou comprovado que Saadi tenha havido compra de voto no local. ” O candidato a vereador foi ao local, é certo, mas não se apurou que ele tenha feito campanha ali, para ele ou para o representado.
(…) O conjunto probatório desaguou num quadro duvidoso a respeito da intenção do agente e, diante disso, opta-se pela manutenção do diploma e dos direitos do representado, em respeito sobretudo ao que foi decidido pelos eleitores de Campinas”, decidiu Hillal.

0 Comentário

publicidade
publicidade
publicidade
Mais notícias