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Blog da Rose

Justiça arquiva investigação do caso de compras de testes de covid-19

Ex-assessor se livra de suspeita de crime de repectação

Rose Guglielminetti, Band Mais

16h11 - 23/03/2021

Atualizado há 29 dias

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O juiz da 2ª Vara Criminal de Campinas, Abelardo de Azevedo da Silveira, arquivou por falta de provas o inquérito que investigava crime de receptação cometida por um grupo de pessoas que estaria negociando a compra fraudulenta de 25 kits de testes de coronavírus em março de 2019 – quando o material era difícil de ser obtido. A suspeita era de que os produtos fossem roubados de uma carga no aeroporto de Guarulhos. O arquivamento foi pedido pelo próprio Ministério Público.

Entre as pessoas investigadas estava o ex-assessor da Prefeitura de Campinas Luiz Fernando Mariano Mateus, que era lotado na Secretaria de Esportes e Lazer.

O caso ganhou destaque na campanha eleitoral do ano passado quando o então candidato Dário Saadi (Repubicanos) foi acusado pelos adversários de ter feito parte do suposto esquema. Dário, que venceu as eleições, prestou depoimento espontâneo em dezembro de 2020 na delegacia para dizer que conhecida Luiz Fernando e que recebeu um pedido para agendar uma reunião com a Secretaria de Saúde, mas que nunca marcou esse encontro.

“Entendo que não há elementos suficientes para o início da persecução penal. Isso porque, não obstante a existência de indícios de compra fraudulenta dos testes de covid-19, pela ausência de autorização
da empresa que importa os testes que foram oferecidos, não há qualquer comprovação da origem ilícita dos testes que seriam vendidos. Também não há nos autos prova da materialidade delitiva, eis que não foram apreendidos os referidos testes, e as negociações não passaram de
atos meramente preparatórios”, escreveua promotora Yumica Asahara.

Fernandinho Mariano disse que se sentiu aliviado. “Nunca me envolvi com nada disso. Foi desgastante”, disse ele, que atribuiu a sua derrota à Câmara ao escândalo.

O caso

Quando da detenção de Fernandinho Mariano e de outras três pessoas, a informação dada pelos policiais era de que receberia uma comissão de 2% sobre a venda de cada kit, que custaria R$ 130,00.

Na época, o assessor foi demitido da Prefeitura de Campinas. Ele sempre negou qualquer irregularidade.

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