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Marca Página #04 – Poesia traz a dor e a esperança de quem tem de lidar com o HIV

Rose Guglielminetti, Band Mais

16h24 - 04/05/2021

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Como é, em 2021, conviver com o vírus HIV? Quais mudanças uma notícia como essa provocam na vida de uma pessoa? O escritor Fernando Impagliazzo usou a poesia para sublimar a dor e o sofrimento, criando um quadro de beleza e leveza para a alma.

Claro que ele não deixou de enfrentar, por meio das palavras, situações incômodas como o abandondo e o preconceito. E fez isso com uma provocação que começa pelo título do livro: “O Promíscuo”. Obra em que ele não apenas aborda sobre a doença, como também tenta responder algumas questões como o que é ser homem? Como lidar com a vulnerabilidade vinda do nosso machismo aprendido por anos?

A partir de um jogo linguístico com a palavra que dá título ao livro, (pro+misceo), o poeta mostra que, nenhum de nós está isento de se sentir vulnerável e estar misturado ao mundo. Como diz o poeta, em um dos seus poemas “todo o homem quer abafar o seu grito histérico” (Histérico). Inconscientemente, o livro fala também da vulnerabilidade e do medo de sair, de caminhar por estas vias incertas, “o medo de passar doença”, “o medo de pegar doença” (Sair). Afinal, é preciso entender que “a carreira de um homem/é sempre do tamanho do solo” (Solo) e que, apesar do machismo, da sorofobia, do coronavírus ainda resistirem, nós precisamos resistir a eles, pela linguagem.

Acompanhe o bate-papo da semana com esse escritor que faz um mergulho sobre a própria sexualidade. Soropositivo desde 2009, ele quis trabalhar numa proposta de desconstrução poética da sexualidade masculina e frágil.

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