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Blog da Rose

Movimentos sociais vão pedir abertura de CP para cassar mandato de Hossri

Pedido será feito após o ataque racista sofrido pela vereadora Paolla Miguel

Rose Guglielminetti

18h04 - 11/11/2021

Atualizado há 2 meses

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Movimentos sociais estão se articulando para pedir a cassação do mandato do vereador Nelson Hossri (PSD), apontado como o líder do grupo de direita que esteve na Câmara de Vereadores de Campinas e que culminou com a prática de crime de racismo contra a vereadora Paolla Miguel (PT) na última segunda-feira (08/11). Além disso, há um movimento de vereadores que tem se formado pela abertura de uma CP (Comissão Processante) contra Hossri.

O protocolo do pedido de instalação da CP pode ser protocolado até a próxima quarta-feira. Se apresentada até as 14h, a votação de abertura poderá ser feita no mesmo dia.

Gustavo Petta (PCdoB), que teve uma representação protocolada contra ele por Nelson Hossri, disse que a tentativa de agressão de Hossri contra ele e vários vereadores será respondida. “Vamos adotar todas as medidas possíveis”, disse ele.

Imagens são entregues à polícia

A Câmara de Campinas entregou nesta quinta-feira (11/11) as imagens, áudios e os cadastros de todas as pessoas que estavam na sessão da última segunda-feira, quando uma pessoa que estava na Casa de Leis gritou “Preta lixo”, quando a vereadora Paolla Miguel (PT) discursava na tribuna. Hoje, o investigador-chefe da Deic esteve na Câmara de Vereadores. Ele se reuniu com Zé Carlos e os vereadores Permínio Monteiro (PSB), que irá coordenar a Frente Parlamentar Antirracial da CMC, e  Jorge Schneider (PL), que ontem revelou ter testemunhado a fala criminosa que teria sido proferida por uma mulher. Schneider depôs hoje na polícia.

“Todo o material foi disponibilizado para a investigação policial e nos colocamos totalmente à disposição. O que testemunhamos nesta casa foi uma atrocidade, um crime repugnante, e vamos até o fim para que a pessoa ou pessoas responsáveis pague pelo que fez”, destaca Zé Carlos.

Irão depor ainda a própria Paolla Miguel e os vereadores Gustavo Petta (PC do B), Cecílio Santos e Guida Calixto, ambos do PT. Todos devem depor nesta sexta-feira (12/11), como testemunhas.

Direita nega crime

Luh Pinheiro, do movimento aliados Patriotas, que esteve no grupo que foi protestar contra a adoção do passaporte de vacina em eventos em Campinas, sustenta que houve um equívoco. Segundo ela, o grito foi “Petta lixo”, “Petta capeta”. Porém, a assessoria da Câmara descarta essa versão e diz que o áudio deixa claro que o xingamento foi “Preta lixo”. “Houve uma interpretação equivocada que não sendo esclarecida, de forma justa, poderemos ter consequências injustas num mundo cada vez mais injusto!”, disse ela.

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