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Blog da Rose

MP pede informações à Câmara sobre denúncia de prática de rachadinha por Nelson Hossri

Acusação foi feita por um ex-assessor; parlamentar nega

Rose Guglielminetti

18h22 - 01/12/2021

Atualizado há 1 mês

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O promotor Angelo Carvalhaes pediu nesta quarta-feira (01/12) informações à Câmara de Vereadores de Campinas sobre uma denúncia de prática de rachadinha – quando o político fica com parte do salário dos seus assesores pagos com os cofres públicos – contra o vereador Nelson Hossri (PSD). No mês passado, o vereador Filipe Marchesi (PSB) também foi alvo da mesma acusação.

A denúncia contra Hossri foi protocolada por um ex-assessor do parlamentar que disse que ele ficaria com parte do salários de três outros assessores. Na denúncia, o autor diz que o chefe de gabiente, Amadeu Nucci, repassaria parte do seu salário para o pai do parlamentar e que este repassaria para Hossri. Também diz que o ex-secretário de Assuntos Jurídicos do governo Hélio, Carlos Henrique Pinto, teria pedido exoneração por não concordar com a divisão do salário.

Hossri negou e disse que esse assessor (identificado por ele como Sidnei Ricardo) sequer trabalhou na época das pessoas que ele indicou como alvos da retenção salarial.

O parlamentar classificou a denúncia como vingança. Esse ex-funcionário foi demitido em janeiro deste ano, quando houve uma redução de dois cargos por gabinete.

Isso é mentira. Jamais peguei dinheiro dos meus assessores. Isso é vingança e perseguição”

Nelson Hossri (PSD)

Hossri refere-se à CP (Comissão Processante) que ele está enfrentando e que foi aprovada após a sessão do último dia 8 de novembro, quando um grupo de apoiadores do parlamentar esteve na Câmara para protestar contra a obrigatoriedade do passaporte de vacinas em eventos em Campinas. E foi nesta sessão em que teria ocorrido o crime de racismo contra a vereadora Paolla Miguel (PT), que teria sido xingada de “Preta lixo”. Desde, então, uma guerra de pareceres de peritos tem ocorrido. Ricardo Molina, contratado por Hossri, diz que o que foi falado foi “Petta lixo”, referindo-se ao vereador Gustavo Petta. Já um perito contratado pela Câmara diz que o laudo é inconclusivo porque o barulho impede a identificação sobre o que foi falado.

Partiu do vereador Jorge Schneider (PL) a identificação da mulher que teria atacado a petista. A Polícia Civil indiciou a pessoa, mas o MP (Ministério Público) devolveu o inquérito para ampliar a investigação em três frentes: se houve crime de racismo, de injúria e de falso testemunho (no caso de identificar uma pessoa sem ser a autora do crime).

Filipe

Em novembro, o vereador Filipe Marchesi (PSB) foi alvo de uma acusação de suposta prática de rachadinha – . Folhetos anônimos, com a foto do legislador e com o título de “Campeão da rachadinha”, foram espalhados na região onde o parlamentar atua. Marchesi negou e fez um BO (Boletim de Ocorrência) para que a Polícia identifique os acusadadores.

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