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Blog da Rose

Novas denúncias ao MP elevam para 9 o número de vereadores suspeitos de rachadinha

Parlamentares de Campinas são acusados de reter parte dos salários dos seus assessores

Rose Guglielminetti

11h57 - 07/12/2021

Atualizado há 1 mês

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O promotor Angelo Carvalhaes recebeu seis novas denúncias de rachadinha – prática de retenção de parte do salário de asssessores por políticos nesta segunda-feira (06/12) contra vereadores de Campinas. Agora, são nove parlamentares suspeitos que estão na mira do (Ministério Público).

Entraram na lista os vereadores Edison Ribeiro (PSL), Permínio Monteiro (PSB), Jorge Schneider (PL), Marcelo Silva (PSD), Gustavo Petta (PCdoB) e o presidente da Câmara, Zé Carlos (PSB). Até então estavam sendo investigados os vereadores Otto Alejandro (PL), Filipe Marchesi (PSB) e Nelson Hossri (PSD).

Para os vereadores que foram denunciados nesta segunda-feira, o objetivo é criar denuncismo e desviar o foco.

Parte das denúncias são anônimas. Em relação a quatro vereadores – Edison Ribeiro, Permínio, Schneider e Zé Carlos – o denunciante diz que traballhou como assessor da Câmara em 2019. Ele diz que o presidente da Câmara arrecada R$ 50 mil por mês com rachadinhas.

Já Schneider fica com parte dos salários de assessores da Câmara, da Cohab, Sanasa e da Administração Regional 5. Segundo ele, o administrador Cleber é quem faz a coleta do dinheiro.

A denúncia afirma ainda que o responsável pela coleta de dinheiro dos assessores do vereador Edison Ribeiro – da Câmara, subprefeitura do Campo Grande e da AR-13 – é o seu filho, André Ribeiro, presidente do PSL.

Em relação a Permínio Monteiro, o denunciante diz que é o seu irmão quem recolhe o dinheiro.

Já em relação a Marcelo Silva e Gustavo Petta foram denúncias feitas por uma mulher que foram protocoladas nesta segunda-feira.

O promotor explicou que vai fazer uma investigação preliminar e pedirá informações à Câmara.

Outro lado

“Recebo com indignação uma denúncia anônima, mentirosa, sem fundamento ou qualquer prova. Trata-se evidentemente de um ataque político diante do destacado trabalho que faço na Câmara de Campinas. Estou a disposição para os esclarecimentos necessários ao Ministério Público”, Gustavo Petta

” quem denunciou terá em primeiro lugar, meu desprezo, e após isso, terá que se defender perante a justiça, pois graças a Deus, jamais fiz isso. Espero que o MP investigue”, Jorge Schneider, que ressaltou que não tem assessor indicado na Cohab.

“Eu desconheço essas denuncias. Até porque o Ônus da prova cabe a quem acusa”, Permínio Monteiro (PSB).

“Eu acho estranho jogar uma denúncia anônima a alguém que combate essa prática”, Marcelo Silva (PSD). Quando da votação do aumento do salário dos assessores, ele alegou que a aprovação da proposta poderia passar uma ideia de que existia na Câmara a prática de rachadinha. Ele votou contra o aumento.

“Esse valor (dos R$ 50 mil) é maior do que os meus assessores recebem (R$ 29 mil). Onda de denuncismo barato virou moda”, Zé Carlos, presidente da Câmara.

O vereador Edison Ribeiro não respondeu sobre a denúncia. Assim que o fizer, a matéria será atualizada.

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