menu
facebook instagram
publicidade
publicidade
Compartilhe

Arquivo pessoal

Notícias

‘Os casos de covid-19 são bem raros agora em Israel’, diz arquiteto

Períodos de quarentena foram rigorosos

Cida Haddad/ Eko Digital , Band Mais

11h00 - 16/05/2021

Atualizado há 1 mês

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

Depois da pandemia assustar, Israel hoje está numa situação de quase normalidade, segundo o arquiteto Edan Shoher que está neste país. “Os casos de covid são bem raros agora em Israel”, diz ele.

De acordo com o arquiteto, a entrada em Israel, onde mais de 5 milhões de pessoas já foram vacinadas com as duas doses da vacina contra a Covid-19, está liberada somente para israelenses. “Chegando ao aeroporto de Tel Aviv todo mundo faz um teste de covid-19, que é gratuito e tem que entrar em quarentena de 14 dias [ou nove dias se tem dois testes negativos de covid no aeroporto e no nono dia]. Representantes da policia vêm verificar a quarentena basicamente todo dia”, comenta.

Ele explica que cada pessoa informa o RG e número de telefone de contato e toda a informação é comunicada pelo celular, como resultado dos exames e liberação da quarentena. “O nível do rastreamento é impressionante e um pouco perturbador. O governo identifica a localização das pessoas pelo telefone celular. Se alguém passou perto de pessoa que tem suspeita de covid-19, ela recebe mensagem por celular para entrar em quarentena. Quem trabalha em prédios altos contou que pessoas nos andares em cima e em baixo do local, onde essa pessoa doente andou, também receberam essa mensagem e têm que justificar o fato que não ficaram perto dessa pessoa”, comenta. “As pessoas aqui tomam os cuidados para continuar saudáveis, não para agradar as autoridades. Tem uma sensação que o país se importa com você, não somente controla”, complementa.

Quarentena rigorosa

Shoher diz que os períodos de quarentena em Israel foram rigorosos. “Os meus irmãos ficaram meses sem ver os meus pais. Isso segurou a pandemia, mas o custo emocional foi alto. Agora mais da metade da população tomou duas doses da vacina da Pfizer. Vacinaram todo mundo acima de 16 anos de idade. É permitido andar na rua sem máscara ou em qualquer lugar aberto. Em áreas fechadas, ônibus, escritórios, comércio tem que usar máscara e todo mundo usa mesmo”, ele fala.

A arquiteto diz que há eventos onde é possível entrar sem máscara, mas a pessoa mostra o chamado “passaporte verde”, um documento emitido após receber as duas doses da vacina. “Tudo abriu, mas nada voltou como era antes. Empresas aprenderam que podem reduzir custos com funcionários trabalhando em casa e muitos vão à empresa somente dois ou três dias por semana e o resto trabalha em casa. Há restrições de proximidade nos cinemas e teatros, por exemplo”.

Crianças ainda sem vacinação continuam usando máscaras na rua também; não é obrigatório, mas os pais querem tomar cuidados, garante o arquiteto.

Tempo com a família

Shoher traz uma notícia que muitos querem ouvir em todos os lugares, mas que em Israel ele já vê. “Amigos voltaram a se encontrar em grupos grandes e crianças comemoram festas de aniversário. Idosos finalmente voltaram a passar tempo com a família. Tem uma sensação de alívio, mas estão falando já de dar uma terceira dose de reforço no final desse ano ou no início do ano que vem. Israel está agora nessa situação muito positiva por vários motivos. O comportamento da maioria da população que tomou cuidados, protegeram os idosos e vulneráveis durante a pandemia e se vacinou rapidamente. Um governo que criou regras e mecanismos para controlar a pandemia e ajudar a população. E talvez um pouco de sorte de fechar uma parceria com a Pfizer para entregar doses para toda a população, em retorno de informação exata sobre os resultados. Ajudou também que essa vacina é uma das mais eficientes”, comenta.

0 Comentário

publicidade
publicidade
publicidade
Mais notícias