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Blog da Rose

Rede Mário Gatti chama segunda colocada para fornecer mão de obra para UPA do Campo Grande

Organização Social vai receber R$ 16,5 milhões pelo contrato

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

15h13 - 14/12/2021

Atualizado há 1 mês

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A Rede Mário Gatti publicou nesta terça-feira (14/12) a segunda colocada, a Associação Beneficente Cisne, para fornecer mão de obra de médicos e enfermeiros para a UPA Campo Grande.

Na mesma publicação, desclassificou o Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC) por não cumprir o edital quanto à qualificação econômico-financeiro e declaração de idoneidade. O ISAC já havia sido habilitado no último dia 20 de outubro, porém, o Ministério Público recomendou o cancelamento da contratação porque a organização Social é investigada pela Polícia Federal por desvio de dinheiro em um hospital em Araguaína, no norte de Tocantins e já sofreu intervenção de uma prefeitura da Bahia quando administrava um hospital e uma clínica na cidade de Jacobina.

A Cisne vai receber R$ 16,5 milhões para fornecer mão de obra para a unidade de saúde. Hoje a UPA Campo Grande tem atualmente 36 médicos, 16 enfermeiros, 50 técnicos de enfermagem, insuficientes para atender a demanda. A UPA tem capacidade para atender 450 pessoas por dia.

Em Campinas, a entidade iria trabalhar com estagiários na área de saúde com supervisão de médicos e outros profissionais das áreas correlatas para atender a população. O objetivo da Rede Mário Gatti é retirar os servidores que atuam nesta UPA e realocá-los em outras unidades de saúde.

As denúncias

No dia 24 de fevereiro deste ano, a PF fez uma operação em Araguaína para desarticular um esquema criminoso que desviava recursos públicos do Fundo Municipal de Saúde da cidade.

De acordo com investigação da CGU (Controladoria-Geral da União), o ISAC contratava empresas ligadas aos seus dirigentes para prestação de serviços nas áreas de assessoria, consultoria e governança corporativa., entre outros serviços. De acordo com a CGU, em alguns casos não foi possível comprovar a contraprestações desses serviços. De acordo com a PF, há índicios de desvios de R$ 6,7 milhões entre os anos de 2018 e 2020.

Outro problema que pesa contra a entidade refere-se a um contrato entre o ISAC e a prefeitura de Jacobina de R$ 15,6 milhões, em 2016. De acordo com informações publicadas no site Metropoles, a entidade teria parado de abastecer hospital e a clínica que administrava. A prefeitura fez uma intervenção e o Instituto teria deixado uma dívida de R$ 3 milhões com fornecedores.

Outro lado

Na época da denúncia, o Instituto Saúde e Cidadania negou qualquer irregularidade e informou que tem todas as certidões legais necessárias para o exercício das suas atividades. Ressaltou que em relação à operação da Polícia Federal “Colocou-se à disposição, forneceu todas as informações solicitadas e acredita que todas as situações serão esclarecidas.“Em nota, o ISAC informou que tem orgulho de fazer a gestão do Hospital Municiapl de Araguaína. Ressaltou que na última sexta-feira (15/10), a unidade hospitalar creditado internacionalmente como Qmentum Diamante pelas boas práticas de gestão adotadas, humanização e liderança.

A instituição afirma que “Em relação à Jacobina, o Instituto foi vítima de uma intervenção arbitrária, sendo que o próprio município emitiu uma certidão informando a inexistência de qualquer procedimento administrativo contra o Instituto.”

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