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Blog da Rose

Revitalização do Centro de Campinas passa por incentivos fiscais para empresas

Isenção de impostos e de taxas é uma das opções estudadas

Rose Guglielminetti

15h54 - 23/12/2021

Atualizado há 1 mês

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Uma alternativa que vai estar na mesa no ano que vem na proposta de revitalização do Centro de Campinas, que está degradado, é a concessão de incentivos fiscais para empresas e outros segmentos. O prefeito Dário Saadi (Republicanos) quer oferecer uma contrapartida como isenção de impostos e taxas para atrair investidores para a região central.

O debate sobre a revitalização do Centro ganhou um reforço com a entrega de um documento elaborado pelo Secovi que traz contribuições com sugestões práticas para requalificar edificações da área central da cidade para uso habitacional, incentivando mais moradias na região e, com isso, atrair investimentos, como comércios e serviços.

A ótica da proposta é a do atual mercado imobiliário: propor a volta da ocupação residencial do centro de grandes cidades, aproveitando e modernizando a estrutura existente. São várias sugestões: orientação para o adensamento populacional da área; preservação do patrimônio arquitetônico; fortalecimento da base econômica; requalificação dos espaços públicos; e melhoria da mobilidade na região, com a possibilidade de criação de novo modelo de deslocamento no espaço, unindo transporte público sustentável, ciclovias e valorizando espaços para pedestres.

“Queremos estimular a ocupação do centro. Estamos construindo parcerias, ouvindo a iniciativa privada, o setor produtivo. São propostas construídas a várias mãos. Estamos abertos, temos os limites da lei, mas temos muita vontade de mudar para melhor”, disse o prefeito.

A diretora Regional e de Administração Imobiliária e Condomínios da Regional Secovi em Campinas, Kelma Tavares de Camargo, propôs um “abraço no centro da cidade”, assim como a entidade abraçou a iniciativa da revitalização do espaço. “Nós estamos aqui para ajudar, trazer sugestões, a partir de planos e projetos já desenvolvidos em outras cidades que podem dar certo em Campinas, com parcerias entre o público e o privado”, disse.

Centro expandido

O caderno de sugestões “Requali Centro Campinas” foi apresentado ao prefeito e secretários pelo diretor de Gestão Patrimonial e Locação da Regional Secovi Campinas, Daniel Aranovich. Segundo ele, o objetivo da proposta é “voltar a viver e conviver no centro; sair da espiral negativa de desocupação para uma espiral positiva para o centro”.

A definição da região central adotada no estudo parte de um zoneamento expandido, um “macrocentro”, cobrindo uma área de mais de dois milhões de metros quadrados. Dentro desse espaço, o modelo divide zonas por vocação de uso, levando em conta empreendimentos e ocupações que já existem hoje e poderiam ter seu potencial explorado. São áreas para entretenimento, lazer e cultura, com polos gastronômicos; de serviços médicos, como clínicas e hospitais, e hotelaria correlata; imóveis para moradia, que atrairiam um novo perfil de morador e serviços e comércios para atender a esse público; revitalização da região de comércio, serviço e hotelaria que hoje já ocupam o centro; área institucional, como um centro cívico, com equipamentos públicos diversos.

O fio condutor é “trazer o morador de volta para o centro da cidade”, destacou Daniel Aranovich, lembrando que a ocupação também contribuiria com mais segurança. A mobilidade da área é fator fundamental da proposta. Um modelo de transporte público ágil e de energia limpa, como bondes elétricos, por exemplo, seria uma proposta para tirar veículos desta área e ampliar o paisagismo, espaço para pedestres e ciclistas.

O perímetro da grande área do macrocentro seria servido por um “carrossel principal” com 12 pontos de parada do transporte coletivo, que poderia ser o modelo de veículo leve sobre trilhos (VLT), e conectaria pontos turísticos e históricos de Campinas. Ao redor, haveria bolsões de estacionamento para que as pessoas pudessem deixar seus carros e acessar o centro pelo modal. Outros quatro “carrosséis internos” fariam a interligação do fluxo de transporte de passageiros.

Para viabilizar os investimentos, o Poder Público municipal implantaria uma política de estímulo para a ocupação do centro, com parcerias público-privadas e também isenções de impostos e taxas por período determinado.

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