publicidade
publicidade
Compartilhe
Notícias

Saúde do Estado ignora liberação de leitos extras de UTI para pacientes com covid-19 em Campinas

HC da Unicamp já passou suas unidades para 20, mas até ontem ainda não havia comunicado a prefeitura; outras 10 devem ser abertas na próxima semana

Zezé de Lima, Blog da Rose

11h43 - 19/02/2021

Atualizado há 9 dias

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

A história dos leitos que o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, diz que estão liberados para Campinas, continua rendendo. Nessa quinta-feira, em Santos, na frente do governador João Doria (PSDB), o secretário reafirmou que 45 leitos estão à disposição da Prefeitura. No entanto, a reportagem do portal Band Multi, que acompanha a promessa desde 27 de janeiro, não encontra eco na Secretaria de Saúde Estadual. Nem mesmo a Prefeitura obtém resposta.


Indagada mais uma vez sobre a liberação dos recursos, a Secretaria de Saúde Estadual ignorou a pergunta sobre a liberação dos recursos, um total de R$ 9,1 milhões, segundo Vinholi, e informou que o governo do Estado repassou, em janeiro de 2021, R$ 12 milhões, para custeio de 50 leitos de UTI nos Hospitais Ouro Verde e Mário Gatti, além de ampliação de mais 15 leitos novos no Hospital Ouro Verde. Além de Campinas, de acordo com a Pasta, outras cidades da RMC foram contempladas, num total R$ R$ 8,2 milhões para seis cidades. À época, foi noticiado que Sumaré receberia R$ 1,98 milhão.


Outra informação da Secretaria é que o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) hoje já está operando com 20 leitos, três a mais do que na quarta-feira. O número, de acordo com a Pasta, saltará para 30 já na próxima semana.

Essas informações, sobre os três leitos novos na Unicamp e sobre a entrega de mais 10 ainda não haviam sido repassadas à Prefeitura ontem, que contabilizava apenas 17 leitos no HC. Assim, no boletim divulgado à tarde pelo Município, sobre a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para covid-19 na cidade, eram apontados apenas Campinas quatro livres no sistema de saúde público, sendo três dos 107 do municipal e um no estadual.

Nas contas da Secretaria, a região de Campinas possui mais de 385 leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes covid-19 na rede de saúde local. Hoje, ainda de acordo com a Secretaria, a taxa geral de ocupação regional é de 43,6% na enfermaria e 68,8% na UTI; portanto, segundo a Secretaria de Saúde do Estado “há condição de assistir os pacientes”. No entanto, se analisada Campinas sozinha, a Prefeitura afirma que ontem a taxa estava em 85,55%, contando os hospitais públicos e privados. Eram 37 leitos livres na cidade, segundo a administração municipal: do total de 256 leitos, 219 estavam ocupados.


Além dos recursos, a pasta afirma que mantém uma estratégia especial de gestão de leitos hospitalares, para dar prioridade à internação de pacientes com quadros respiratórios agudos e graves, com suporte da Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross), sistema online que funciona 24 horas por dia e que verifica vagas disponíveis em hospitais do SUS em SP, para as transferências.

Promessa


A promessa dos leitos foi feita a Matheus Mason, presidente da Associação dos Bares e Restaurantes (Abrasel) da Região Metropolitana de Campinas (RMC), em uma reunião com o secretário intermediada pelo deputado federal Carlos Sampaio (PSDB). O encontro ocorreu no dia 27 de janeiro, cinco dias após o governo paulista ter colocado na Fase Vermelha do Plano São Paulo todo o Estado por causa do aumento nas internações por covid-19.


O primeiro ofício do governo municipal à Secretaria de Saúde foi já no dia 27 de janeiro. No dia 29, foi enviado outro e, no início de fevereiro, dia 5, o último, diretamente ao secretário Vinholi. Dos três ofícios enviados, dois apontam claramente onde esses 45 leitos podem ser instalados. No entanto, ainda ontem, em Santos, o secretário comentou que o Município não apontou os locais.

0 Comentário

publicidade
publicidade
Mais notícias