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Blog da Rose

Secretário de Saúde avalia que Campinas inicia saída da pandemia em julho

Aumento da vacinação e imunidade celular adquirida são efeitos positivos que vão provocar menos casos da doença

Rose Guglielminetti

07h06 - 26/06/2021

Atualizado há 28 dias

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O secretário municipal de Saúde, Lair Zambon, disse na manhã desta sexta-feira (25/06) que Campinas deve começar a sair da pandemia no final de julho. Ele estima essa data baseado no aumento da vacinação contra a covid-19 e também levando em conta a imunidade celular adquirida por aqueles que tiveram a doença.

Ainda temos alta demanda de leitos, o que deve seguir por dez dias, e então os casos vão começar a cair lentamente até que, em agosto, essa queda seja mais consistente

Lair Zambon, secretário de Saúde

Ontem (25/06), a cidade tinha 112.758 casos e 3.671 mortes pela doença. A taxa de ocupação de leitos estava em 91,96% nos hospitais públicos e privados.

O monitoramento de indicadores da pandemia no município foi abordado pelo secretário como fator responsável para que o município pudesse tomar medidas restritivas antes do Estado, possibilitando, proporcionalmente, a ocorrência de menos mortes no mês de abril, em relação a março, do que o Estado. “Os indicadores são muito simples, quando se tem muitos atendimentos de síndromes gripais nos Centros de Saúde – principalmente quando o número duplica – há um reflexo em torno de três semanas no aumento de internação hospitalar”.

Já a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças da Pasta, Valéria Almeida, disse que a cidade passa, agora, por uma estabilização nestes indicadores da covid-19. “Após o pico no mês de março, vínhamos em queda e tivemos uma pequena subida, o que nos fez tomar medidas mais restritivas. Mas nas últimas semanas o número de casos parou de crescer – não diminuiu – mas há uma estabilização”, disse ela.

Vacinação

Campinas já tem cerca de 18% de cobertura vacinal contra a covid-19 e o impacto será sentido quando houver uma boa parcela imunizada, conforme Valéria. Ela disse ainda que em julho haverá uma ampliação da cobertura, com um grande volume de pessoas entre 60 e 69 anos recebendo a segunda dose. “A vacinação, porém, não pode ser a única estratégia. Nenhuma vacina é cem por cento eficaz individualmente. Coletivamente, diminui a circulação do vírus, mas ele não vai deixar de existir. Temos que adotar múltiplas estratégias”.

Sobre a segunda onda pandêmica em 2021, Valéria afirmou que, no momento, a população já não estava mais seguindo o mesmo isolamento e, com isso, além do atendimento aos casos de covid-19, as portas dos prontos-socorros e pronto atendimentos passaram a ser pressionadas por pacientes com traumas, devido a acidentes. Além disso, a restrição de alguns serviços de saúde levou à descompensações de doentes crônicos.

As necessidades especiais de assistência a pacientes sequelados pela Covid-19 também foi pontuada. São pessoas com sequelas respiratórias, fibrose pulmonar, questões cardíacas e perda de força muscular devido ao tempo prolongado em UTI. Parte desses pacientes está sendo atendida pela própria estrutura da Secretaria e para os mais severos, considera-se uma parceria com a Unicamp.

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