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Blog da Rose

Vereador quer proibir adoção de “linguagem neutra” nas escolas

Se conceito você adotado, palavras como "todo" e "toda" seriam substituídas por "todes" ou "todx"

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

15h08 - 22/06/2021

Atualizado há 1 mês

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Um projeto que começou a tramitar na Câmara de Vereadores de Campinas promete gerar polêmica. O vereador Nelson Hossri (PSD) quer proibir a adoção da chamada “linguagem neutra” nas escolas da cidade. Mas o que é isso? É a inclusão de um terceiro gênero linguístico para substituir um conceito defendido por alguns grupos de que a língua portuguesa, em alguns aspectos, é machista e preconceituosa. Ou seja, reconhece apenas dois gêneros: o masculino e o feminino. Com isso, palavras como “todo” ou “toda”, por exemplo, seriam substituídas por “todes” ou “todx”.

O parlamentar diz que o seu projeto garante o direito ao aprendizado da Língua Portuguesa de acordo com todas as normas, padrões e orientações legais.

“É inadmissível pensar nessa hipótese completamente insensata. A Língua Portuguesa é nossa língua nativa e um patrimônio cultural brasileiro ao longo de séculos. Precisamos preservar o direito do estudante de aprender a norma culta”, afirma Hossri.

Para Hossri, a “linguagem neutra” , na verdade, atende a uma pauta ideológica. O parlametnar chega a classificar a adoção como “aberração”.

Ele continua dizendo que a “linguagem neutra” traria problemas para crianças surdas e disléxicas, dificultando o aprendizado.

Resistência

A proposta vai sofrer resistência dos setores mais progressistas. A vereadora Guida Galixto (PT) classificou o projeto como absurdo. “Impor sua visão ideológica e posionamento político como uma posição majoritária são absurdos. O debate da linguagem neutra vem no sentido de que a língua portuguesa seja mais inclusiva e garanta representatividade dos transexuais, travestis e não-binários. Esse projeto, de um vereador de extrema direita e que não reconhece as lutas das minorias, é um erro”, disse a petista.

Para a vereadora Paula Miguel (PT) o projeto é uma tentativa do parlamentar de criar um factoide para o seu eleitorado. Ela ressalta que a linguagem neutra não é ensinada nas escolas “pelo simples motivo de ser um tipo de linguagem informal, de característica inclusiva. O que o vereador quer proibir exatamente com esse projeto? Esse projeto me soa mais como uma maneira de inibir o debate sobre tolerância e diversidade em ambiente escolar do que qualquer outra coisa, principalmente depois do lamentável episódio de LGBTfobia na E.E Aníbal de Freitas, em Campinas, que teve repercussão nacional e envergonhou a nossa cidade”, disse ela.

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