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Blog da Rose

Campinas tem 2,5 mil alunos sem acesso às plataformas para ensino online

Número equivale a 15% do total de alunos da Rede Municipal de Ensino

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

11h03 - 10/06/2020

Atualizado há 2 meses

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A secretária de Educação de Campinas, Solange Pelicer, disse que 2,5 mil alunos matriculados nas escolas da Prefeitura de Campinas não têm acesso à plataforma para ensino online durante esse período de pandemia do coronavírus. Esse número equivale a 15% da totalidade dos estudantes da Rede Municipal de Ensino. A informação foi dada durante audiência da Comissão de Educação e Esportes, ontem (09/06), na Câmara de Vereadores de Campinas.

A dificuldade de acesso foi abordada pela professora Heloísa de Oliveira do Fórum Municipal de Educação e por pessoas que participavam da audiência de forma remota. “Ainda tem estuantes que não conseguem assistir as aulas porque os tabletes e chips não chegaram para todos”, disse Heloísa.

A secretária explicou os professores e gestores estão procurando os alunos que estão sem acesso para enviar atividades impressas. “Nossas escolas não estão paradas. Todos os profissionais da rede estão preocupados com os nossos alunos em dar o melhor para eles”, disse Solange.

No geral, o alcance médio da plataforma é de 85%, sendo que algumas escolas atingem quase 100% e outras estão abaixo de 70%.

O presidente da Comissão, o vereador Gustavo Petta (PCdoB), disse que a falta de acesso é preocupante. “A comissão vai continuar acompanhando para garantir que todos os alunos tenham acesso a essas atividades mitigadoras durante a pandemia”, disse ele.

Retorno às aulas

A secretária de Educação reforçou mais uma vez que ainda não existe um prazo para previsão de retorno das atividades escolares na rede municipal de ensino. Ela explicou que os protocolos das aulas dependem de uma autorização do governo do Estado de São Paulo e ressaltou que o setor trabalha para definir uma ação conjunta com os demais municípios do país.

“Nós estamos discutindo com a Frente Parlamentar de Educação a proposição de um protocolo único de retorno no qual contemplem procedimentos de saúde, higiene, segurança, pedagógico e financiamento, pois temos a previsão de queda de 30% na receita e novas despesas. São muitas as variáveis que teremos de observar”, frisou.

Petta disse que havia uma preocupação da volta às aulas precocemente. “A nossa preocupação é transformar as escolas tanto públicas quanto privadas em vetores da disseminação do vírus”, disse ele.

Outro tema provocado pelos internautas foi a questão da alimentação escolar. Solange disse que a administração está promovendo a entrega, desde a última semana de abril, de quase vinte mil cestas básicas. Ela reforçou ainda que desde a semana passada começou a entregar, sem lista de espera, kits de hortifruti com três quilos de legumes, dois quilos de frutas e uma dúzia de ovos.

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