menu 25-anos
facebook instagram
publicidade
publicidade
Compartilhe
Blog da Rose

Campinas tem 650 pacientes “internados” em suas casas

Secretário de Saúde disse que se não fosse o progrma, precisaria de três hospitais

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

08h30 - 12/07/2020

Atualizado há 29 dias

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

A Secretaria de Saúde de Campinas tem cerca de 650 pacientes que estão sendo “internados” e são tratados em suas casas. O espaço é adaptado com os equipamentos médicos e uma equipe formada por vários profissionais de Saúde que são responsáveis pelo atendimento domiciliar desses pacientes. Eles são atendidos pelo SAD (Serviço de Atendimento Domiciliar).

Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, caso contrário, a cidade precisaria de três hospitais para cuidar desses pacientes que têm as mais variadas patologias como câncer, demência, problemas neurológicos. Estão acamados, muitos utiliam aparelhos de oxigênios ou precisam tomar medicamento venoso. “Neste último caso, às vezes, a pessoa precisa tomar antibiótico venoso durante uns 40 dias. Se não fosse o programa, precisaria ficar internada”, explicou a diretora da Secretaria de Saúde, Mônica Regina Macedo Nunes.

O perfil dos pacientes são maioria com mais de 60 anos, mas há jovens que sofreram acidentes.

Segundo Mônica, a cidade tem cinco equipes para atender a cidade. Elas são compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e nutricionistas.

“Esse programa é excelente porque a melhor opção é o paciente ficar sempre com a família. Quando sobrecarrega um familiar, por exemplo, falamos com a família de forma atender a necessidade do paciente e da família”, resssaltou Mônica, que acrescentou que “É um projeto terapêutico que vê todo o contexto desse usuário. Damos retaguarda no fim de semana também. É muito gratificante.”

Hospital em casa

Antes de o paciente ser liberado para ficar neste “hospital em casa” é feita uma adaptação do local. A cama, oxigênio e outros equipamentos, além de medicamentos são de responsabilidade da Prefeitura de Campinas. A alimentação e gastos com água e energia elétrica são da família. “Mas sempre adaptamos dentro da realiade da família”, disse Mônica.

Desde que o programa foi montado, há cerca de 20 anos, o perfil de tempo dos usuários mudou. Antes uma pessoa chegava a ficar até 10 anos internada em casa.. Hoje esse tempo reduziu.

Custo

O custo de manutenção do programa é de cerca de R$ 1 milhão por mês, sendo que o Ministério da Saúde repassa R$312 mil. “Se esses pacientes estivessem nos hospitais, o custo seria mutio maior. Além do fato, de que em casa, eles estão com a família”, disse Mônica Regina Macedo Nunes, diretora de Saúde.

0 Comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios.

 

relacionadas

publicidade
publicidade
publicidade