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Cannabis medicinal pode ser uma aliada no tratamento da psoríase

Planta atua no controle de células que geram a inflamação

Band Mais

10h14 - 16/08/2020

Atualizado há 10 meses

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A cannabis medicinal está sendo estudada por pesquisadores no tratamento da psoríase, uma doença crônica, não transmissível e que não tem cura. Estudos preliminares apontaram que o efeito da planta atua efetivamente no combate à inflação da pele. No mundo, 125 milhões de pessoas têm a doença, o que corresponderia entre 2% a 3% da população, de acordo com a Psoriasis Foundation. Em agosto é celebrado o mês da conscientização sobre a enfermidade.

Planta é estudada no desenvolvimento de remédio contra a psoríase/Divulgação

O médico e especialista em medicina farmacêutica, Wellington Briques, explica que alguns estudos sugerem que os canabinóides podem abrandar o crescimento rápido de queratinócitos, que são células imaturas da pele encontradas em pessoas com psoríase. “Condições inflamatórias da pele como a psoríase resultam de uma série de respostas das células imunitárias na pele. A desregulação do sistema imunológico cutâneo resulta numa marcada proliferação e queratinização das células epidérmicas. Um estudo7 publicado pelo Journal of Life and Environmental Science8 sugere que os canabinóides e os seus receptores podem ajudar a controlar e limitar a produção de células cutâneas imaturas. Os investigadores acreditam que a cannabis pode ser útil no tratamento de várias condições que envolvem queratinócitos, incluindo a psoríase e a cicatrização de feridas.”

Segundo ele, o sistema imunológico e a sua interação com o sistema nervoso foram investigados como o mecanismo subjacente à doença. A interação entre estes dois sistemas através da via anti-inflamatória e também do sistema endocanabinóide, pode sugerir canabinóides como um potencial tratamento da psoríase, especialmente por seu aspecto autoimune.

O médico destaca que devido ao seu papel na regulação da resposta inflamatória de queratinócitos e células imunológicas dérmicas, o sistema endocanabinóide oferece alvos potenciais para a gestão de muitas condições inflamatórias da pele, mas os dados ainda são limitados. “Apenas recentemente, após décadas de proibição, foi possível avançar nos estudos com os medicamentos a base de cannabis. As pesquisas seguem avançando no campo da medicina canabinóide em busca de novas terapias em benefício dos pacientes”, diz Briques.

Impacto negativo

A psoríase tem um impacto negativo na qualidade de vida dos doentes. A doença pode ocorrer em qualquer idade, porém, é mais no grupo etário dos 50-69 anos. A psoríase se caracteriza por lesões cutâneas localizadas ou generalizadas, que provocam coceira e dor.

Estudos mostram que entre 10 a 30% das pessoas com psoríase apresentam maior risco de desenvolver artrite crônica inflamatória (artrite psoriásica) que leva a deformações das articulações e incapacidade. Pacientes com psoríase estão em risco acrescido de desenvolver outras condições clínicas graves, tais como doenças cardiovasculares, síndrome metabólica, doença inflamatória intestinal e depressão.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia mapeou a prevalência da psoríase, mostrando uma variação da prevalência da doença nas regiões brasileiras, indo de 0,92% na região Norte a 1,88% na região Sudeste.

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