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Células-tronco fazem cadela com displasia correr de novo

Pet estava perdendo os movimentos das patas traseiras e se recuperou após 10 dias do tratamento

Band Mais

10h00 - 21/11/2020

Atualizado há 15 dias

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Quem olha para a Nutella, uma cachorra de seis anos e 58 quilos, nem acredita que ela corre, pula e brinca como um pet normal. Há menos de um ano, ela estava perdendo os movimentos das patas traseiras por conta de uma displasia coxofemoral, doença que atinge cães e gatos e causa muita dor e sofrimento. Foi um tratamento com células-tronco que trouxe alívio e qualidade de vida para ela – e também para sua dona.

“No fim do ano passado, a Nutella teve rompimento do ligamento do joelho e precisou fazer uma cirurgia, mas, logo na metade deste ano, começou a mancar e mal andava direito. Levei-a a um médico veterinário ortopedista, que diagnosticou displasia coxofemoral. Fiquei desesperada”, contou a empresária Cris Galvão, 40, tutora do animal.

Depois do diagnóstico, vieram as indicações para o tratamento: novas cirurgias, incluindo implante de prótese. “Chorei e pensei muito antes de tomar a decisão de qual tratamento seria melhor para ela. Não queria fazer nenhuma das cirurgias indicadas e, como já tinha informações sobre o tratamento com células-tronco, resolvi, por minha conta e risco, optar por essa terapia”, disse.

Tutora de Nutela decidiu experimentar a terapia/Divulgação


E foi a decisão certa! Nutella foi submetida à primeira aplicação de células-tronco, e a recuperação foi incrível. ‘Três dias depois, ela parou de mancar; uma semana depois, estava andando normalmente; e com 10 dias, já estava correndo. Fiquei surpresa!”, comemorou Cris.

Fernanda Landim, especialista em cultivo e terapia celular da Omics Biotecnologia Animal, startup brasileira que desenvolve material biológico constituído por células-tronco para a medicina veterinária, disse que Nutella já foi submetida a duas aplicações de células-tronco.

“A principal função das células-tronco é a secreção de substâncias que controlam a inflamação e diminuem a morte de células saudáveis. Em doenças degenerativas crônicas, como a displasia, esperamos que ocorra diminuição da dor e da progressão da doença. Isso é extremamente vantajoso em casos como o da Nutella, que teria que tomar medicamentos para o resto da vida, talvez sem resposta eficiente. Com as células-tronco, oferecemos um tratamento eficiente e natural”.

O que são células-tronco?

As células-tronco estromais multipotentes, também chamadas de células-tronco mesenquimais (CTM), são células encontradas em todos os tecidos adultos. Em medicina veterinária, as principais fontes para obtenção das CTM são o tecido adiposo e a medula óssea. O efeito terapêutico das CTM se baseia em três princípios de ação:
1- Reposição tecidual pela diferenciação celular
2- Imunomodulação e efeito anti-inflamatório
3- Secreção de moléculas bioativas que promovem a regeneração

Como são aplicadas?

Por via endovenosa ou por aplicação local. São feitas, geralmente, de uma a três aplicações, com intervalos regulares e acompanhamento contínuo. No entanto, tudo depende do caso e da melhora do pet. Num paciente idoso, por exemplo, a quantidade de aplicação é maior.

Quais as doenças tratadas?

Geralmente, o tratamento regenerativo é indicado para problemas ósseos e musculares, mas doenças como cinomose, displasia coxofemoral, insuficiência renal crônica, aplasia de medula, lesões na coluna e até mesmo para problemas oftalmológicos já apresentam casos de sucesso.

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