menu 25-anos
facebook instagram
publicidade
publicidade
Compartilhe

Fotos/Fernanda Sunega

Blog da Rose

Contra covid-19, Campinas vai monitorar oxigênio no sangue de pacientes de 60 anos

Funcionários dos Centros de Saúde dos DIC III e DIC IV irão até a casa dos idosos

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

15h29 - 20/07/2020

Atualizado há 15 dias

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

A Saúde de Campinas vai começar a monitorar a partir de amanhã (21/07) a taxa de exigênio no sangue de pessoas com mais de 60 anos que estejam com síndrome gripal da Região Sudoeste. O objetivo é reduzir a mortalidade por covid-19 e diminuir a sobrecarga nas UTIs dos hospitais de Campinas, já que os pacientes seriam internados antes de ter agravamento da doença. O projeto é fruto de uma parceria com o Instituto Estáter e com Sociedade Brasileira de Infectologia e não terá custo para a Prefeitura de Campinas.

A população é de cerca de 26 mil pessoas, sendo que os idosos devem ser de cerca de 2.302 (8,9%). Serão 20 agentes de Saúde que irão fazer as medições. O monitoramento será feito no período da manhã e à tarde.

Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, os profissionais dos Centros de Saúde do DIC 3 e 6 vão utilizar o oxímetro, que é colocado na ponta do dedo da pessoa, que mede a frequência cardíaca e oxigênio do sangue. “Esses pacientes têm mais dificuldade para ir aos hospitais. A nossa intenção é identificar a infecção e impedir que tenha um maior agravo”, ressaltou ele. Cada centro ganhou 20 oxímetros do Instituto Estáter.

Medição será feita de manhã e à tarde/Fotos: Fernanda Sunega

Segundo Carmino, os pacientes que tiverem um índice menor de 95% de oxigenação, que é sinal de alerta, serão encaminhados às unidades hospitalares. De acordo com a Saúde, é comum que o paciente com covid-19 apresente falta de oxigênio no sangue se queixe de falta de ar, a chamada Hipóxia silenciosa.

Pérsio de Souza, representante do Instituto Estáter, disse que o projeto “Aler(ar)” é importante porque o paciente não percebe a queda de saturação do oxigênio no sangue. “E com isso, esses pacientes podem morrer em casa ou chegar mal no hospital”, explicou ele. A medição da saturação de oxigênio nos pacientes ainda quando apresentam os primeiros sintomas pode salvar vidas das pessoas e evitar internações em UTIs.

Centros de Saúde

Nas duas unidades, foram confirmados até agora 338 casos de covid-19 e 16 mortes. Destes, 11 (69%) foram em homens e 9 (31%) em mulheres. A média da idade dos pacientes que foram a óbito foi de 65 anos. Todas as pessoas que morreram tiveram internação hospitalar, sendo que 56,3% foram direto para a UTI.

Os servidores fizeram o treinamento nesta segunda-feira (20/07).

O mesmo programa também será executado em Curitiba.

0 Comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios.

 
publicidade
publicidade
publicidade