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Blog da Rose

Contra volta às aulas em outubro, Sindicato dos Servidores pode chamar greve entre educadores

Sindicalista diz que não há garantia de ambiente seguro para alunos e professores

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

18h00 - 03/09/2020

Atualizado há 3 meses

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A diretora de Educação do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Campinas, Claudia Bueno, disse que se o retorno às aulas for mantido para o dia 7 de outubro, a entidade pode chamar uma greve entre os educadores.

De acordo com o calendário da prefeitura, as aulas presenciais vão retornar para os estudantes dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, do EJA (Ensino de Jovens e Adultos), e dos alunos dos cursos técnicos do Ceprocamp. Esse contigente é formado por cerca de 10 mil alunos. Os demais vão continuar com aulas remotas. Na Educação Infantil, as crianças com idade entre zero e três anos vão continuar em casa. Já as que estão entre a faixa de quatro e 5 anos, a prefeitura vai tomar uma decisão no dia 15 para saber se vai reabrir as creches para atender esse culto.

“Somos contrários porque não há garantir de que servidores, alunos e famílias tenham um ambiente escolar livre da contaminação do novo coronavírus”, disse ela.

Claudia Bueno diz que prefeitura deixou sindicato de fora de comissão que definiu regras de volta às aulas

Segundo Cláudia, a Secretaria de Educação deixou de fora a representativade do sindicato na comissão que iria estudar os critérios do plano de retomada das aulas. “Não teve representantes dos trabalhadores. Nós também temos propostas”, disse ela, que afirmou que, após reclamarem, uma reunião foi marcada para o dia 26 de agosto com a secretária de Saúde, Solange Pellicer. “Mas foi desmarcada. E ficamos sabendo do retorno às aulas pela imprensa. Ninguém está sendo ouvido. Sem sabermos o que contém esse plano, não temos como concordar”, afirmou a sindicalista.

Cláudia disse que as realidades das escolas munipais são muito diferentes entre si. “A minha sala por exemplo é pequena. Para manter o distanciamento eu conseguiria atender apenas dois alunos”, ressaltou.

A sindicalista afirmou que o sindicato tem a missão de proteger o trabalhador e que os professores têm trabalho para atender às novas exigências que foram impostas com o ensino online.

O sindicato ainda defende a testagem em massa dos servidores.

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Educação informou que “os protocolos para a retomada das aulas presenciais foram elaborados por uma equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação e, em seguida, submetidos ao Comitê Covid e à Secretária de Saúde.”

Ressaltou que a prefeitura não vai se pronunciar sobre a possível greve.

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