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Cooperativa de Paulínia vive crise por falta de material reciclável durante a pandemia

12h30 - 23/05/2020

Atualizado há 10 dias

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Antes modelo em negócio sustentável, a Cooperlínia, cooperativa de reciclagem de Paulínia, hoje amarga prejuízo causado pelas más condições dos resíduos sólidos que chegam até o local  e a crise causada pela pandemia de coronavírus. Antes da crise, a cooperativa recebia cerca de 130 toneladas/mês de material. Hoje são 40 toneladas.

A redução do quantitativo de lixo provocou o desemprego. Foram demitidas 25 pessoas. Trabalhavam no local cerca de 36 e hoje são apenas 11. O salário variava de R$ 1,6 mil a R$ 4 mil por mês.

Galpão da cooperativa

O presidente da Cooperlínia, José Carlos da Silva, disse que a dificuldade veio não somente pela pandemia, mas também pela não regularidade do envio dos resíduos para a cooperativa. Segundo ele, há bairros em Paulínia que chegam com 50% do lixo danificado e, para resguardar os trabalhadores, eles deixam receber dessas regiões por causa do alto índice de contaminação.  “Nós entendemos que a prefeitura não tem obrigação em assegurar os resíduos para nós, mas estamos reivindicando um vínculo para que possamos cobrar fiscalização dos recintos. Além disso, vem pessoas de outras cidades, pegam tudo que há de bom durante a madrugada e levam embora”, disse ele.

Outra problema relacionado ao poder público é a necessidade de se fazer campanha junto à população sobre a importância da população separar os resíduos sólidos. Em Paulínia, um dia da semana é coletado o lixo orgânico e, no outro, os recicláveis. As campanhas, avalia o presidente da cooperativa, iria melhorar os índices de arrecadação do lixo reciclável. 

Reinserção social

A cooperativa faz ainda um trabalho de reinserção social. Até o início da quarentena, 19 detentos do presídio de Hortolândia trabalham no local, numa parceria com  Funap, fundação vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária. ‘Muitos são pessoas que se encontravam em vulnerabilidade social, dependentes químicos, desempregados. E através deste trabalho puderam voltar a trabalhar e ter renda”, ressaltou Silva. 

Outro lado

A Prefeitura de Paulínia informou que que pretende investir na conscientização, mas explicou nem quando e como pretende  fazer a campanha. Ressaltou ainda “que esse é um problema de consciência da população e não tem como fiscalizar as pessoas”.

Com a informação de Luis Eduardo de Sousa

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