menu 25-anos
facebook instagram
publicidade
publicidade
Compartilhe
Esporte

Corra da depressão

Exercícios físicos são aliados no combate à doença

Band Mais

13h00 - 30/08/2020

Atualizado há 4 meses

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

Por Simone Lotito

Cerca de 5% da população mundial tem ao menos um episódio de depressão anualmente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 15% das pessoas no mundo sofrem de depressão. A doença psiquiátrica aumenta o risco de infarto porque o paciente deprimido sofre alterações neuroendócrinas e imunológicas graves.

Um estudo da Universidade Southern Methodist, de Dallas, nos EUA,
conseguiu identificar a quantidade diária necessária de exercício físico capaz de proteger contra a depressão: São apenas 21 minutos de exercício
intenso. De acordo com o pesquisador responsável pelo estudo, Jasper Smiths, a prática de exercícios atua em neurotransmissores específicos do cérebro como os antidepressivos, restabelecendo os comportamentos positivos. O tempo é 7 minutos inferior ao preconizado anteriormente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para quem quer sair do sedentarismo que são 30 minutos.

Um outro estudo australiano tem respostas sobre os efeitos das atividades
físicas sobre a depressão. Quem corre cerca de 20 km por semana terá benefícios superiores se a atividade for realizada mais intensamente do que
aqueles que fazem o mesmo volume apenas de forma moderada.

O estudo coletou dados durante 12 anos entre mais de 11 mil mulheres e sabemos que mulheres são mais afetadas pela depressão do que estatisticamente os homens. Um recurso interessante deste estudo é que os pesquisadores controlaram o volume global da atividade. Isto é, eles compararam os níveis de atividade semelhantes entre as mulheres que fizeram apenas atividades moderadas e mulheres que fizeram atividades moderadas e vigorosas. Desta forma, os pesquisadores foram capazes de eliminar a possibilidade de que quaisquer benefícios extras encontrados nas mulheres que tivesse feito exercícios vigorosas eram resultados das mulheres simplesmente terem passado mais tempo se exercitando.  

Assim os pesquisadores afirmam que para a depressão correr é melhor do que caminhar .

Os parâmetros da pesquisa

Os níveis de atividade das mulheres foram calculados pela escala MET minutos por semana. MET = equivalente metabólico, que é uma maneira de comparar a energia gasta em atividades diferentes. Mesmo quando estamos sentados temos o valor de gasto de 1 MET. Ao andar em um ritmo acelerado, temos o valor de 3 METs, ou seja, gastamos três vezes mais energia andando do que sentado. Correndo 1,6 km em 10 minutos (10km por hora) temos o valor de 10 METs. Os METs acumulados em uma semana totaliza a
quantidade de tempo que você gasta em vários níveis de gasto energético. Por exemplo, se você fez na semana passada três caminhadas de 30 minutos e correu cerca de 6 km ao ritmo de 10 km por hora, seus minutos MET para a semana seria de 1.870 (30 x 3 METs para cada uma das três caminhadas, além de 40 x 10 METs para cada um das quatro corridas). Orientações indicam que para benefício da saúde entre adultos o índice mínimo alcançado deveria ser no mínimo entre 500 a 1.000 minutos METs por semana.

No estudo australiano, ambos os grupos de mulheres ativas tinham muito menos incidência e sintomas de depressivos do que as mulheres não-ativas da mesma idade. Além disso, os pesquisadores descobriram que, em níveis mais baixos de atividade geral, as mulheres que incluíram a atividade vigorosa tiveram resultados de saúde apenas um pouco melhores do que as mulheres que realizaram apenas uma atividade moderada. Apenas no nível mais elevado de atividade geral considerados no estudo mulheres acima de 2.000 METs minutos por semana, o benefício extra de atividade vigorosa foi estatisticamente significativa. Assim concluíram que correr 20 km por semana a 10 km por hora nos da 2.000 minutos MET por semana.

Se isso representa uma semana típica de atividade física em sua vida, então você tem uma redução de risco ligeiramente maior para sintomas de hipertensão e depressão do que alguém que faz o mesmo volume mas em apenas treinos moderados.

Diferentemente do que a maioria das pessoas que praticam esporte pensa : O excesso de exercícios contribui para o aparecimento de sinais da depressão.

A Universidade da Carolina do Sul, comprovou com mais de 9.000 praticantes e constatou sinais como : irritabilidade, insônia, ansiedade, mudança de humor, oscilações de libido, transtornos quando excedem a 7 horas de atividade física na semana, além da alta produção de oxidantes e radicais livres.

O grupo de pesquisadores comprovou que o excesso de exercício pode ser tão prejudicial a sua saúde mental quanto a falta de atividade física,
pelo menos no que diz respeito ao uso do esporte para auxílio no tratamento da depressão.

Assim conclui-se que a moderação e o equilíbrio são a chave do sucesso no que se refere a saúde, qualidade de vida e bem-estar.

Em caso de sintomas de depressão procure um médico psiquiatra. Para prescrição de corrida consulte um educador físico para periodizar seus treinos com segurança respeitando suas características individuais
biológicas .
Faça uma prévia avaliação, receba um atestado de aptidão a prática de física e pronto. Corra da depressão.

2 Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios.

 
  • Mariana disse:

    Parabéns pela matéria! Motivação para muitos

  • Maria Emília Bernardi disse:

    Querida Simone Lotito! Muito bem explicado o seu texto!!!
    Eu sou praticante de atividade fisica, diariamente!!! Amo, e posso dizer que faz muito tempo que não sei o que é depressão, mesmo em tempos de pandemia!!!👏👏👏
    Beijos pra vc, e parabens pela matéria!!!😍

relacionadas

publicidade
publicidade
publicidade
Mais notícias