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Blog da Rose

Cruesp defende “congelamento” de salários dos servidores das universidades paulistas

Unicamp projeto perda de R$ 220 milhões na arrecadação

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

11h48 - 02/06/2020

Atualizado há 2 meses

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O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne a USP, Unicamp e Unesp, defendeu que não haja reajuste sobre os salários dos servidores (professores e técnico-administrativo). A justificativa é a queda significativa de arrecadação do ICMS, o que compromete o orçamento das universidades.

A previsão é de uma queda de 11% na receita projetada para 2020 nas três instituições de ensino. A retração na arrecadação do ICMS era de R$ 1,2 bilhão.

A Unicamp, por exemplo, prevê uma redução na receita de R$ 220 milhões. Em maio, fez um plano de contigenciamento para reduzir as despesas em meio à pandemia do coronavírus. Suspensão de horas extras, renegociação de contratos e suspensão de contratação de professores são algumas das medidas tomadas pela universidade.

Outra justificativa dada pelo Cruesp para o congelamento temporário dos salários é a legislação aprovada no mês passado que veta reajuste de salários e benefícios para servidores públicos até dezembro de 2021.

Fórum das Seis

Em comunicado o coordenador do Fórum das Seis, Wagner de Melo Romão, ressaltou que houve um acordo pela suspensão da campanha salarial de 2020 até que haja possibilidade de assembleias presenciais.

Ressaltou, porém, que vai trabalhar para que o governo derrube o veto que proíbe reajuste de servidores até dezembro de 2021.

Romão, no comunicado, disse que foi proposto a convocação de uma reunião para deliberação do dissídio, assim que a pauta for protocolada pelo Fórum da Seis e também um posicionamento conjunto “pela defesa da manutenção de, no mínimo, o orçamento das universidades previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, em nome da preservação da vida e do fortalecimento da pesquisa científica e da saúde pública no combate à covid-19”. Diante da negativa das duas demandas, o Fórum das Seis manifestou repudio tanto em relação ao comunicado unilateral do Cruesp quanto “À ausência de um posicionamento firme das reitorias em defesa da manutenção do orçamento necessário para a continuidade das atividades que a sociedade espera das Universidades quanto ao ensino, à pesquisa e à extensão e quanto à justa remuneração de suas/seus servidoras/es”, escreveu Romão.

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