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Esporte

Djokovic é investigado por suposta mentira em formulário de entrada na Austrália

Tenista sérvio teria viajado nos dias que antecederam sua ida à Austrália

Band Sports

07h54 - 12/01/2022

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Novak Djokovic segue gerando polêmicas em sua tentativa de participar do Australian Open, primeiro Grand Slam de tênis do ano. De acordo com o jornal The Guardian, o número 1 do mundo está sendo investigado por causa de uma suposta irregularidade no preenchimento do formulário para entrar no país da Oceania.

Segundo a publicação, as autoridades locais investigam se o tenista fez uma “falsa alegação” ao assinalar que não havia viajado nos 14 dias que antecederam sua ida à Austrália, que aconteceu em 4 de janeiro.

A contradição da resposta do sérvio no formulário se deu por conta de uma foto nas redes sociais. Ele foi visto com o jogador de handebol Petar Djordjic aparentemente no dia 25 de dezembro na cidade de Belgrado, na Sérvia. Apesar de ser natural do país, Djoko foi para Melbourne em um voo saindo da Espanha, ou seja, ele não poderia ter saído do país entre 22 de dezembro e 4 de janeiro. 

Caso a “falsa alegação” seja confirmada, Djokovic pode ser punido com até 12 meses de prisão por causa de uma “ofensa grave”. No momento, o sérvio aguarda uma decisão do ministro da Imigração, Alex Hawke, sobre um possível novo cancelamento de seu visto para permanecer na Austrália.

Entenda o caso

Sem esclarecer seu status de vacinação contra a covid-19, Djokovic embarcou para a disputa do primeiro Grand Slam do ano com uma isenção médica para disputar o torneio, que exige a imunização de seus participantes. 

Apesar da permissão especial, o sérvio foi barrado no desembarque no país por não apresentar evidências suficientes para obter a isenção médica, teve seu visto cancelado e precisou passar por uma audiência nesta segunda-feira. Enquanto aguardava o desenrolar do caso, o tenista foi levado e ficou isolado no Park Hotel, em Carlton. 

No momento, Djokovic está liberado para permanecer na Austrália. O juiz Anthony Kelly, porém, destacou que a decisão pode ser revertida pelo ministro da Imigração, Alex Hawke, que pode determinar que o sérvio seja deportado do país.

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