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Blog da Rose

“Do ponto de vista da saúde a quarentena deveria continuar”, diz secretário de Saúde de Campinas

Comércio e igrejas reabrem a partir desta segunda-feira em Campinas

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

12h00 - 08/06/2020

Atualizado há 4 meses

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O secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, disse nesta segunda-feira (08/06) em audiência pública na Câmara de Vereadores que do ponto de vista da Saúde a quarentena deveria continuar. Por outro lado, ele ressaltou que do ponto de vista da sociedade não haveria como continuar com o isolamento.

A fala dele foi em relação às críticas de reabertura hoje do comércio e de igrejas em meio ao crescimento de casos de coronavírus. Campinas chegou hoje a 103 mortes de covid-19 e 2.692 casos.

Prefiro viver num estado civil, do que num estado policial. O que vivíamos era uma ação clandestina sem que conseguíssemos controlar. A ideia é fazer uma retomada com corresponsabilidade em que o comerciante fica responsável por oferecer a segurança (uso de máscaras, álcool em gel, distanciamento, etc). Do ponto de vista da saúde, a querentena deveria continuar. Mas a sociedade não aguentaria mais e a população não aguenta mais. Em nenhuma região do Brasil conseguiu um isolamento total”,

Carmino de Sousa, secretário de saúde

Tanto Carmino quanto o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, disseram que para liberar a retomada gradual do comércio, com horários e capacidade reduzidos, está em consonância com a reabertura de novos leitos de UTI exclusivos para pacientes covid-19. Hoje, por exemplo, 20 novos leitos estão sendo liberados no Hospital Mário Gatti. A rede pública tem 182 leitos de UTI. “Nenhuma pessoa ficou sem atendimento”, disse Carmino.

O vereador Pedro Tourinho (PT) disse que do ponto de vista epidemiológico a flexibilização das ações de isolamento social quando há uma curva de crescimento de casos, mortes e demanda por leitos de UTI é inadequado. “Eu não quero um estado policial, mas também não quero um estado omisso. Não estou me referindo aos secretários de Campinas e nem ao prefeito, mas ao governo federal que se esforça para reduzir o problema e o Ministério da Saúde que quer esconder os dados da covid-19”, disse Tourinho.

O petista defende a adoção de um lockdown para reduzir a disseminação do coronavírus.

“Daqui a poucos dias nós teremos um tsunami de pacientes nos hospitais de Campinas por causa da flexibilização. Não sou profeta do caos, mas um médico. Sei que os senhores têm feito um trabalho rigoroso, mas o nosso sistema de saúde, mesmo com as ampliações do leito, não vai dar conta”

Pedro Tourinho, vereador

Carmino afirmou que o discurso de Tourinho é correto do ponto de vista político, mas que existe uma realidade social que os constrange a proteger a sociedade. “Teu discurso é técnico, mas muito político. Rejeito frontalmente qualquer responsabilização porque temos feito tudo de possível na nossa cidade. Existem situações que a sociedade te coloca e que você não pode fugir. Hoje vivemos uma exaustão. A sociedade não consegue mais tolerar o isolamento social, apesar de ser a melhor saída. A nossa função é cuidar da saúde independentemente da situação”, disse o secretário de Saúde.

Pimenta também defendeu a flexibilização. “Ela já estava acontecendo. Os governos se flexibilizam e, se necessário, voltam atrás. Também não nos responsabilizaremos porque estamos tomando decisões técnicas”, disse.

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