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Blog da Rose

Doria diz que vai iniciar vacinação contra coronavírus em janeiro

Tucano criticou rejeição do MS quanto à vacina chinesa

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

13h18 - 03/12/2020

Atualizado há 1 mês

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O governador de São Paulo João Doria (PSDB) disse nesta quinta-feira (03/12) que vai iniciar a vacinação contra o coronavírus em janeiro deste de 2021, assim que a Anvisa liberar a Coronavac, vacina que está sendo produzida pelo Instituto Butatan em parceria com um laboratório chinês.

O tucano criticou o Ministério da Saúde que informou que vai iniciar a imunização dos brasileiros apenas em março com a vacina de Oxford contra o covid-19. “Quero deixar claro a minha indignação com o governo federal que disse que vai vacinar as pessoas apenas em março, quando há mais de 500 brasileiros morrendo diariamente. É surpreendendo a indiferença e a falta de compaixão com a vida. Por que não iniciar a vacinação se temos vacina de outras laboratórios. Vamos esperar que mais de 60 mil pessoas morram?”, questionou o governador?

Ele disse ainda que a imprensa deveria indagar o governo federal se eles serão capazes de enterrar 60 mil brasileiros, quando há uma vacina.

O presidente do Butatan, Dimas Covas, disse que a vacina está cumprindo todos os critérios exigidos pela Anvisa para o registro da vacina. “Eu não antevejo problemas da ordem técnica da vacina. Eu acredito que os técnicos da Anvisa vão agir no estrito dever profissional”, disse ele.

Vacina Coronavac

Na manhã desta quinta-feira, Doria acompanhou a chegada de 600 litros a granel da vacina Coronavac, correspondente a um milhão de doses. Com esta remessa já são 1 milhão 120 mil doses enviadas pela farmacêutica chinesa Sinovac ao estado de São Paulo.

Esta é a segunda remessa a chegar no país, sendo a primeira de 120 mil doses prontas recebida no dia 19 de novembro. Ao todo serão 46 milhões de doses, sendo 6 milhões já prontas para aplicação e 40 milhões em forma de matéria-prima para produção, envase e rotulagem em fábrica própria do Instituto Butantan.

O processo de envase desta primeira remessa de insumos deve levar de quatro a sete dias e envolverá, diretamente, cerca de 40 colaboradores do Butantan. A produção será ininterrupta.

“Estamos cumprindo mais uma etapa fundamental para disponibilizar a vacina em tempo recorde aos brasileiros. A tecnologia e expertise do Butantan já nos permitem realizar parte do processo produtivo em nossa própria fábrica, e estamos trabalhando para muito em breve podermos produzir integralmente a vacina, mediante processo de transferência de tecnologia por parte da Sinovac”, afirma o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas.

O lote ainda passará por testes que vão aferir e validar a qualidade do produto e também do processo produtivo.

O imunizante se encontra na fase final de testes clínicos em humanos no Brasil e deverá ter os resultados de eficácia anunciados na primeira quinzena de dezembro. No momento estão sendo analisados 74 voluntários que se infectaram com o coronavírus. O número ultrapassou o mínimo necessário, de 61 casos, para a abertura dos estudos e análise. Os dados extraídos desta análise serão enviados pelo Comitê Internacional Independente para a avaliação e aprovação da Anvisa.

Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Segurança e eficácia

No último dia 19 de outubro o Governo de São Paulo e o Butantan anunciaram que a Coronavac é a mais segura entre as vacinas que estão em etapa final de estudos clínicos no Brasil.

Do total de voluntários que receberam vacina ou placebo, apenas 35% apresentaram algum tipo de reação adversa, mas todas elas classificadas como leves, como febrícula ou dor no local da aplicação. Nenhuma reação adversa grave foi registrada.

Já em novembro a revista científica Lancet, uma das mais importantes no mundo, publicou os resultados de segurança da Coronavac na fases I e II, realizados na China, com 744 voluntários. A publicação mostrou que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

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