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Blog da Rose

Dos 960 candidatos de Campinas, 14,6% são pretos

Dos 14 candidatos à Prefeitura de Campinas, um deles é negro

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

10h58 - 13/10/2020

Atualizado há 10 dias

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Dos 960 candidatos de Campinas que disputam as eleições de novembro, 141 deles (14,69%) se inscreveram como pretos. Outros 219 (22,81%) se autodeminaram pardos. A maioria é formada por pessoas brancas: 593 candidatos (61,77%). Outros sete postulantes a uma vaga de vereador se declararam como amarelos, o que representa 0,73% dos eleitores.

Desse total, 14 são candidatos a prefeito, outros 14 são vice-prefeito e 932 vão disputar uma das 33 vagas na Câmara de Vereadores de Campinas.

Dos postulantes à Prefeitura de Campinas, são dois candidatos negros: Alessandra Ribeiro (PCdoB) e Dr. Hélio (PDT). O pedetista chegou a pleitear na Justiça um tempo maior de televisão no horário eleitoral gratuito no rádio e na tv justamente por ser negro. Ele tem 37 segundos diários para mostrar as suas propostas.

Alessandra Ribeiro é candidata pelo PCdoB

Ele se baseou na decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que definiu que a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão deve ser proporcional ao total de candidatos negros que o partido apresentar para a disputa eleitoral.

Porém, a Justiça Eleitoral negou o pedido do candidato afirmando que a distribuição do tempo é “uma decisão interna do partido”. Além disso, a decisão só é válida nas eleições de 2022.

Segundo o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ao endossar esse tipo de ação afirmativa, a Justiça Eleitoral repara injustiças históricas trazidas pela escravidão, assegurando a igualdade de oportunidade aos que começam a corrida para a vida em grande desvantagem, possibilitando que tenhamos negros em posições públicas de destaque e servindo de inspiração e de motivação para os jovens que com eles se identificam.

“O racismo no Brasil não é fruto apenas de comportamentos individuais pervertidos; é um fenômeno estrutural, institucional e sistêmico. E há toda uma geração, hoje, disposta a enfrentá-lo”, destacou o presidente do TSE, quando da decisão sobre a distribuição dos recursos financeiros e de tempo de televisão que beneficia os candidatos negros.

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