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Eleição na Assembleia Legislativa leva mais confusão à Venezuela

Apoiadores de Nicolás Maduro estariam por trás de escolha tumultuada, realizada domingo

Agência Brasil, Band Mais

16h49 - 06/01/2020

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Em um comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira (6) na página do governo venezuelano na internet, Nicolás Maduro disse que “o país repudia [o deputado e autoproclamado presidente da República] Juan Guaidó como fantoche do imperialismo norte-americano, um homem muito corrupto que sai da Assembleia Nacional multimilionário, que roubou os 400 milhões de dólares que o governo estadunidense lhe deu”.

“Não procurem desculpas para justificar a derrota. Se o deputado fracassado Juan Guaidó não entrou no Parlamento é porque ele não queria enfrentar, porque não tinha votos para se reeleger”, afirmou Maduro, referindo-se ao ocorrido na tarde deste domingo (5), no palácio legislativo.

Única instituição política controlada pela oposição na Venezuela, a Assembleia Nacional foi palco de grande confusão ontem. Houve gritaria e empurra-empurra dentro e fora do palácio, com membros da Guarda Nacional impedindo a entrada de vários congressistas, entre eles Guaidó, que tentou pular uma cerca, mas foi barrado por policiais com equipamento antimotim.

Por um lado, congressistas pró-governo elegeram Luis Parra presidente da Assembleia Nacional em uma sessão sem quórum, nem votação, e que sequer foi declarada aberta.

Fora do Congresso, no entanto, Guaidó foi reeleito para o cargo, em uma votação nominal e presencial, pelos votos de 100 deputados. Para conseguir a reeleição, eram necessários 84 votos.

Em discurso na televisão no fim da tarde de ontem, Maduro reconheceu Parra e pediu novas eleições para a Assembleia Nacional em 2020. “Aspiramos a recuperar a Assembleia Nacional com votos e vamos alcançá-la”, disse o presidente.

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