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Entretenimento

Em entrevista ao Aqui na Band, Justus reforça declarações de áudio vazado no fim de semana

Robertos Justus conversou com exclusividade sobre um áudio pessoal vazado

Band FM

11h27 - 24/03/2020

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No Aqui na Band de segunda, 23, o apresentador Robertos Justus conversou com exclusividade sobre um áudio pessoal vazado no último fim de semana, em que dizia que a catástrofe econômica mundial será mais grave que a quantidade de mortos pelo coronavírus:

“Por que estamos isolando o planeta inteiro e criando um problema maior? […] A crise econômica é sem precedentes. Teremos mais falidos que gente morta”.

O áudio foi compartilhado pelo apresentador em um grupo de amigos como resposta a um vídeo publicado por Marcos Mion em suas redes sociais.

“Ontem [domingo], surgiu uma polêmica porque vazou um áudio meu num grupo nosso, de sete amigos […], em que eu fui até um pouco ríspido. O Marcos está fazendo um trabalho bacana, entrando no ar nas suas redes, pedindo para tomar cuidado, o que é louvável. Mas, ele veio falar que o Brasil previa 1 milhão e mortes já no mês de abril e aí a coisa desandou. Eu fiquei irritado com isso. O coronavírus é um vírus importante, que chacoalhou o planeta, mas sou um homem de números e estatísticas. Falei no áudio que, naquele dia, 12 mil mortes não eram tanta coisa e as pessoas falaram que eu estava debochando dos mortos, que Justus estavam zombando dos mortos. Pelo amor de Deus! 12 mil é muito, uma morte é muito, qualquer morte é muito. Mas, 12 mil mortes em 7 bilhões de habitantes é muito pouco para criar essa histeria no mundo”.

O apresentador justificou que quarentena e paralisação geral do comércio, por exemplo, vão causar muito mais danos à população carente, que o vírus em si.

“No Brasil são 35 mortes, o que é muito pouco para os 210 milhões de habitantes. Tem que tomar cuidado com esse vírus? Sem dúvida. Mas, um lockdown total o planeta vai causa uma catástrofe econômica. E quem vai sofrer? Os mais pobres e os mais carentes com a falta de emprego …”.

Para ele, tanto o poder público, quanto os empresários deveriam se movimentar para criar mais leitos de hospitais e importar ventiladores da China, por exemplo, a fim de evitar um colapso no sistema de saúde brasileiro. Mas, crianças deveriam retornar às aulas, assim como os adultos ao trabalho.

“Como 90% dos infectados não terão problemas sérios, ao invés de destruir a economia do país, vamos investir em melhorar o sistema de saúde […]. Vamos isolar e cuidar dos idosos e de quem está em situação de risco. Mas, quem está saudável vai trabalhar. Crianças devem ir à escola. Vamos deixar a economia rodar!”

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