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#EmCasaComSesc traz espetáculos com Eduardo Moscovis, Regina Braga e Gregório Duvivier

Desde maio a série é promovida

Band Mais

20h13 - 07/08/2020

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O Sesc São Paulo promove desde maio a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissão de diferentes trabalhos cênicos, direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30. E na semana em que a programação completa três meses no ar, haverá os espetáculos A Cobradoracom Maria Alencar, Um Porto para Elizabeth Bishopcom Regina Braga, a leitura de (A Montanha vai a) Sísifocom Gregório Duvivier e Poema em Queda-Live – Episódio 1com a Cia. Mungunzá

Mas antes,  no domingo, 9/8, o ator Eduardo Moscovis dá continuidade ao encontro artístico com a encenadora Christiane Jatahy, que é uma das grandes diretoras do teatro brasileiro e assina a dramaturgia e a direção desta adaptação de O Livro. Será a live de número 50 da série. O texto de Newton Moreno conta a história de um homem que recebe um livro do pai, mas o presente é o anúncio de que ele ficará cego em breve, talvez em algumas horas, em alguns minutos…ali. Nesta versão para o #EmCasaComSesc, a peça propõe novos diálogos, com o texto original e com quem assiste, caminhando na fronteira da realidade e da ficção. Um monólogo para refletir sobre o momento em que vivemos, os cortes abruptos e as transformações inevitáveis.

Abrindo a semana, na segunda-feira, 10/8, a atriz Maria Alencar interpreta Dolores em A Cobradorauma adaptação do monólogo teatral multimídia com as histórias de muitas mulheres: contemporâneas, míticas e inimagináveis. Em cena, Dolores é uma trabalhadora das catracas mas também a insubmissa, aquela que cobra seu direito pela dignidade, igualdade e justiça. A peça, com dramaturgia de Cláudia Barral e direção de Anderson Maurício é o primeiro trabalho para o palco da Trupe Sinhá Zózima, acostumada a trabalhar em ambientes externos e espaços da cidade. Seu texto, surgido a partir de relatos de histórias orais e biografias colhidas nos ônibus da cidade, é permeado pela violência, amor, solidão e sonhos, evidenciando mulheres únicas e ao mesmo tempo, universais, evocando muitas perguntas: quais os lugares em que estamos, que somos, que construímos e que acreditamos ser nossos? Por que nos determinamos um limite, um espaço, um rótulo? O monólogo é indicado para maiores de 16 anos.

Na quarta-feira, 12/8, Regina Braga parte da sua experiência na peça Um Porto para Elizabeth Bishop, para contar sobre o período em que a poeta norte-americana viveu no Brasil. Regina interpreta a aventura de uma mulher frágil e solitária diante de um país estranho e de seus demônios internos. As cenas servem de ilustração para o relato da atriz sobre a personagem e sobre seu trabalho na peça, escrita especialmente para ela por Marta Góes. A direção de arte de Paulo Camacho ajuda a sublinhar as diferentes atmosferas do relato e do drama. Um Porto para Elizabeth Bishop estreou em 2001, no Festival Internacional de Teatro de Curitiba, com Regina Braga, direção de José Possi Neto e cenário de Jean-Pierre Tortil. Elizabeth Bishop é autora homenageada desta edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), adiada devido à pandemia. O ciclo de palestras em torno da autora homenageada, no entanto, acontece on-line a partir de 10 de agosto, em parceria entre o Sesc e a Flip.

O mito grego de Sísifo é a inspiração do ator, apresentador e humorista Gregório Duvivier no monólogo de sexta-feira, 14/8. Em tempos de isolamento, mesmo os personagens míticos são obrigados a cumprir seu expediente em regime de home office. (A Montanha vai a) Sísifo é um remix atualizado do espetáculo escrito por GregórioDuvivier e Vinicius Calderoni, interpretado pelo primeiro e dirigido pelo segundo. Uma ressignificação contemporânea do mito – na mitologia grega, o personagem é condenado a repetir eternamente a tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, sendo que, toda vez que está quase alcançando o topo, a pedra rola novamente montanha abaixo até o ponto de partida, por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido. O texto, que conecta a mitologia ao caótico mundo hiperconectado e ao Brasil dos memes, é indicado para maiores de 16 anos.

No domingo, 16/8, a Cia. Mungunzá apresenta o primeiro episódio de seu Poema Em Queda-Live, uma narrativa digital inspirada no argumento do espetáculo Poema Suspenso para uma Cidade em Queda. A fábula contemporânea sobre a sensação de suspensão e paralisia geral do mundo moderno foi originalmente levada ao palco pela companhia em 2015 e é agora recriada em ambiente virtual. Intitulado “A Roteirista da sua vida e o Homem que morava dentro do sofá”, o primeiro episódio será apresentado no #EmCasaComSesc, com transmissão no YouTube do Sesc São Paulo e na página do Sesc Ao Vivo no Instagram, com apresentações também nos dias 18 e 20 de agosto no canal do Sesc Bom Retiro no YouTube. O segundo e terceiro episódios serão apresentados a partir de setembro pelas redes sociais da própria companhia.

Com direção de Luiz Fernando Marques, do Grupo XIX de Teatro, e dramaturgia de Verônica Gentilin, que integra o elenco criador ao lado de Leonardo Akio, Lucas Bêda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Sandra Modesto e Virginia Iglesias, Poema Em Queda-Live sintetiza a perspectiva de seis personagens fabulares sobre a queda de um corpo e mescla à perspectiva subjetiva dos atores sobre o momento de suspensão atual. O videoartista Flavio Barollo se une ao elenco e direção utilizando diversas tecnologias existentes, como softwares de live streaming, vídeo mapping, manipulação ao vivo de imagens, para combinar a essência do teatro a diversas formas de artes digitais.   

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