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Entretenimento

Entrevista antiga de César Tralli viraliza e gera revolta na internet

O Melhor da Tarde conversou com atriz e empresária que aparece na reportagem

Band Mais

19h53 - 22/07/2020

Atualizado há 5 meses

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No Melhor da Tarde desta quarta-feira, 22, a apresentadora Catia Fonseca e os colunistas Rafael Pessina e Cíntia Lima comentaram sobre uma reportagem da década de 1990 que viralizou recentemente nas redes sociais. O repórter da matéria era o jornalista César Tralli, que foi duramente criticado pelo conteúdo.

No vídeo, ele fala sobre uma agência que contrata modelos acima do peso para estrelar em comerciais. Em um momento, ele fala da empresária e atriz Shahar Boyayan: “Baixinha, loirinha, gordinha, 80 quilos com cara de bolacha descobriu na própria feiura sua fonte de renda”.

“Não era falta de respeito”, comentou a colunista Cíntia Lima. “Na época ninguém estranhou”. A apresentadora Catia Fonseca concordou: “A gente não está dizendo que é certo, a gente está dizendo que na época aquilo era aceito e era normal.”

A atriz Shahar Boyayan, que apareceu no vídeo, bateu um papo com o programa sobre a matéria duas décadas depois dela ter ido ao ar. “Eu preferia que em vez de cara de bolacha, fosse biscoitinho”, comentou brincando.

Para Shahar, ao rever a matéria vinte anos depois, o que a incomoda realmente é a fala de uma das entrevistadas. “Ela diz ‘poxa, gorda na televisão? Jamais’. Ela está pegando uma característica física e linkando isso com a capacidade ou potencial de uma pessoa, e isso que não pode acontecer”, criticou.

Sobre a agência que contrata “pessoas feias”, como diz a matéria, a empresária contou que ficou aberta até 2004. No entanto, ela acabou se mudando para os Estados Unidos. “Mas abriu toda uma nova proposta, porque o tipo gordinho, ou qual for a diferença, é igual a você ou uma pessoa que você conhece. Ele é real, então quando ele vai vender um produto, ele fala em um nível emocional com você. A modelo linda que se você usar o batom você vai ficar igual a ela é uma fantasia”.

Sobre a repercussão da matéria na época, Shahar disse que sua agência fez filas de pessoas interessadas. “Eles ligavam falando ‘é a agência dos feios?’. Naquela época o assunto foi a oportunidade que trazia para essas pessoas. Agora se você me pergunta como eu vejo esse conteúdo hoje, é inadmissível”.

Para a empresária, é importante levar pessoas fora do padrão não só para comerciais, como também para novelas e seriados. “Será que a gente não precisa apresentar pessoas com características únicas sem estereótipos?”, questionou.

“Se eu sou uma adolescente assistindo a novela e é a gordinha aqui, gorda ali, falam que é burra, que é preguiçosa, eu vou sempre crescer pensando que tem alguma coisa errada comigo. Se esse personagem for mostrado como uma pessoa capaz, que pode ter sucesso na vida, essa criança vai olhar e vai pensar nossa, eu quero ser assim, eu posso ser assim. Não importa se eu sou gordo, negro ou baixinho”, afirmou.

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