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Estudantes do Ensino Médio encaram iniciação científica na Unicamp

Alunos de 41 escolas da rede pública da região de Campinas, Limeira e Piracicaba estão envolvidos na programação que vai até 31 de janeiro

Governo do Estado, Band Mais

06h22 - 12/01/2020

Atualizado há 1 mês

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Uma vivência intensa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com oficinas e estágios de iniciação científica, faz parte do cotidiano de 160 estudantes de Ensino Médio, de 41 escolas da rede pública da região de Campinas, Limeira e Piracicaba, desde a última segunda-feira (6). As atividades integram o 18º Programa Ciência e Arte nas Férias (CAF), que segue até o dia 31 de janeiro e possibilita uma aproximação dos jovens com o ambiente universitário.

A programação do CAF, organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp, envolve todas as áreas do conhecimento. São onze oficinas, abertas ao grupo inteiro de estudantes, e 38 atividades de estágio de pesquisa. Dessas, participam quatro alunos em cada laboratório.

Experiência

Para a estudante Júlia Paixão, que realizou a oficina Eletricidade e Eletroquímica nesta quarta-feira (8), o CAF é um programa propicia uma experiência intensa. “O Ciência e Arte nas Férias é incrível. Ele dá oportunidade de pensar além e também de solucionar alguns problemas sozinhos”, pontuou.

A estudante, que já decidiu prestar o vestibular 2021 para uma vaga no curso de Ciências Farmacêuticas na Unicamp, também elogia os professores e monitores pelo trabalho didático. “Ao mesmo tempo em que você vê a teoria, já tem o laboratório para se fazer prática. Gosto muito de fazer a parte teórica porque eles falam de uma forma mais clara e simples, para entendimento de todos que estão assistindo”, completou.

Segundo o professor responsável pela oficina, Fernando Galembeck, o formato da atividade propicia um aprendizado prático. “O ensino de ciências tem que ser experimental. Ninguém aprende ciências na lousa e no livro, pois tem que colocar a mão na massa”, disse.

Outra contribuição é o exercício do que chama de “mão inteligente”. “Isso quer dizer que a mão faz a coisa, mas faz sempre informada pela observação do estudante”, explicou o docente. Ele também evidencia o fato de o programa oferecer um aprendizado também aos estudantes da Unicamp que trabalham como monitores. Os graduandos aperfeiçoam as práticas pedagógicas conforme auxiliam nas atividades das oficinas e nos laboratórios.

Universidade para todos

Durante a abertura do CAF, realizada no Centro de Eventos, o pró-reitor de Pesquisa da Unicamp e anfitrião do evento, professor Munir Salomão Skaf, salientou que um dos pontos fundamentais é desmistificar a visão de que a universidade é inacessível aos estudantes de escola pública. Para o gestor, o CAF possibilita firmar a importância das ciências e das artes na sociedade. “Há um efeito multiplicador da disseminação da importância do conhecimento científico”, enfatizou.

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, também assinalou a importância de os estudantes conhecerem melhor uma universidade pública. “Vocês encontram aqui pessoas dedicadas a uma educação e a um futuro melhor para o País, à melhoria das condições de vida para a população e para a situação do planeta, com uma preocupação muito grande com o futuro”, destacou, em discurso.

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